Nossa vida na escola parece uma selva muitas vezes: matamos um leão por dia quando chegamos e nos deparamos com o descaso e esquecimento do poder público para conosco;
Contudo, muitas das vezes não conseguimos lidar com os nossos próprios bichos. Amaral fala muito bem dos nossos bichos quando o assunto é inclusão, ela fala dos crocodilos que nos cercam e em como nos transformamos muitas vezes em avestruzes quando o assunto é necessidades educativas especiais: "Quanto aos mitos, penso que o profundo abismo que separa o mito da realidade pode ser simbolizado como os fossos repletos de crocodilos dos castelos medievais. Brincando com a ideia, tenho nomeado esses hipotéticos crocodilos de preconceitos, estereótipos e estigma".
Amaral ainda nos diz que existe uma ponte para transpor esses crocodilos e que ela é a oportunidade de encontro seja "ao vivo e em cores" ou por meio de um livro. Porém, se nesse momento de encontro eu me comportar como um avestruz, fugindo desse encontro, enterrando a cabeça na areia, desperdiçarei uma grande oportunidade.
Acredito muito que o nosso curso é um desses momentos de encontro, pois tive grandes momentos de aprendizado no que se refere à educação de pessoas com necessidades educativas especiais. Espero ter aproveitado a oportunidade.

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