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sábado, 16 de julho de 2016

Quem afinal está surdo?

      O vídeo de Libras da atividade 3 me tirou do eixo. Desequilibrou-me totalmente! A minha reação inicial foi rir (de nervosa, lógico) da situação. Em seguida, fiquei achando que eu era muito ignorante a respeito daquilo e que jamais conseguiria ler o diálogo deles. Foram momentos tensos.
       Passado o primeiro impacto, fui tentar buscar material além do vídeo, explorar melhor àquilo que as professoras já tinham dado acesso e aos poucos, mas bem aos poucos, fui entendendo o diálogo. Que felicidade! Não consegui entender tudo, mas de certa maneira eu já estava comunicando-me de alguma maneira com aquelas pessoas. Eu não estava mais só.
         Após essa atividade, fomos convidadas a assistir a um vídeo intitulado "E se todos fossem surdos
          É necessária muita resistência e luta, ainda nos dias de hoje, para que os direitos dos surdos sejam respeitados, para que a sua cultura não se torne invisível e a sua identidade seja reconhecida. Precisamos de mais empatia para que essa luta seja de todos e para que haja mais igualdade.
" o qual ilustra perfeitamente o momento que relatei acima. Nesse vídeo, todas as pessoas são surdas e a única ouvinte sente-se totalmente perdida em meio ao silêncio e a falta de empatia das pessoas. Mas o que é o vídeo senão a realidade dos surdos nessa nossa sociedade surda?

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cultura: Ter ou não ter?

     Uma das propostas da atividade 5 da interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade era fazer a leitura do texto "Cultura e Contracultura", no qual tínhamos a seguinte afirmação: "o que confere humanidade ao homem é a cultura, ou seja, o produto histórico-social, cultura é o substrato de diferenciação entre o homem e outros animais..." (RAFAEL & RIBEIRO, p. 128).
      Sendo assim, na imagem abaixo a fala "Esse país não tem cultura" está impregnada de senso comum, o qual desconhece e ignora qualquer cultura que não seja a sua.


      Nesse movimento contra a cultura oficial que ignora o desconhecido há a contracultura, a qual não dialóga com a cultura oficial, dominante. A contracultura é a voz daqueles que estão à margem da sociedade, dos silenciados e sufocados por memórias que não lhe dizem respeito.
      Na atividade da semana 2 da interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, onde tivemos que analisar o Projeto Político Pedagógico da nossa escola e fazer um esquema destacando três principais características da sociedade brasileira que também estavam presentes no PPP, uma das questões que levantei foi a cultural, abordando a questão do etnocentrismo que "Em geral, essa postura vem acompanhada por uma pretensão de superioridade em relação àqueles que estão sendo objeto de comparação – o outro, o diferente. Assim, pode expressar-se uma profunda dificuldade em reconhecer a legitimidade daqueles que são diferentes em seu modo de ser e de pensar. Na prática, isso pode levar a conflitos velados ou explícitos e até de intolerância com o modo de ser dos outros." (CAREGNATO, 2010, p. 24).
      É preciso superar essa lógica etnocêntrica em nossas escolas, reconhecer nelas as diferentes vozes que lá estão silenciadas e a superarmos esse pensamento a partir de muito estudo, o que pode levar-nos a uma profunda reflexão a respeito de tema para que então possamos mudar tal realidade.