quinta-feira, 1 de junho de 2017

Metarefletindo

   Uma das propostas de atividade do Seminário Integrador nesse semestre foi revisitar os nossos portfólios de aprendizagem: os blog's! A proposta foi que, em duplas, cada uma pudesse visitar e fazer uma breve análise das postagens que foram realizadas no primeiro e segundo semestre do curso, tanto das suas quanto as da colega.
   Formei dupla com a minha querida colega Naiara e claramente pude observar, tanto nas postagens dela quanto nas minhas (e essa análise foi acordada entre nós duas) que ambas crescemos muito em relação ao que postamos e como postamos. Além da própria escrita ter evoluído a qualidade no conteúdo das postagens também aumentou.
   Particularmente, parece que tenho me deslocado do lugar que vinha ocupando até aqui, reconhecido-me como escritora, assim como Trece (2003, p.15) nos traz que "O escritor seria aquele que bascula: que sai da posição de escriba ou de escrevedor para ocupar uma outra relação com aquilo que escreve, permitindo se arriscar: traçar o papel, deixando marcas derramadas[...]". 
    Desta maneira, reconheço a importância do que escrevo e a responsabilidade que tenho ao vir até aqui e promover um pouco de reflexão, seja para mim ou para outrém. Não consigo mais vir até aqui sem ter algo realmente relevante a comunicar. Guardei os desabafos para as conversas informais com as colegas do curso de PEAD e decidi fazer deste espaço um lugar essencialmente de reflexão, a qual precisa fugir dos achismos e encontrar argumentação e embasamento teórico o suficiente para que eu possa qualificar e até transformar a minha prática docente.


Tecendo saberes

    E no dia 31 de maio, na nossa aula presencial, encerramos um ciclo na interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta, o qual teve início com a proposta de trabalho das professoras Luciane e Tânia que consistia em, após as leituras iniciais, escolhermos um tema dentro da vida adulta que nos chamasse atenção, causasse inquietude ou apenas curiosidade, levantando um problema e as certezas temporárias e as dúvidas provisórias a respeito dele.
    O nosso grupo, formado por mim e pelas colegas: Ana Paula, Melissa, Natália e Naiara escolheu "Frustração" já que depois de algumas conversas concluímos que chegamos num ponto da vida que as vezes parece que seremos engolidas por elas, seja na vida pessoal ou profissional. Desta maneira, após aberto um fórum no moodle, postamos as nossas pesquisas referentes ao tema, tecendo o trabalho, fazendo as ideias conversarem entre si e convergirem num mesmo ponto.
    Ao chegarmos ao final do processo que se deu ontem e olharmos para trás, podemos observar que construímos muito (auto) conhecimento ao decorrer dessa interdisciplina, inclusive, para além da pesquisa, podemos destacar o modo que o trabalho se deu: de forma colaborativa. Para elucidar tal aprendizagem, REAL(2011, p.05) nos traz que
A caminhada realizada até aqui nos possibilitou tratar de duas questões importantes na perspectiva da aprendizagem. A primeira delas é que o aprender está relacionado à produção de si, a uma relação identidária, que não é individual, pois se forja em um coletivo, mas que tem uma marca singular, por se configurar de acordo com as experiências vividas. Outra idéia importante é que o aprender também transforma o outro (o mundo) pelo potencial problematizador que instaura. 
    Sendo assim, mesmo sabendo que não é fácil construir um trabalho colaborativo, muito devido a nossa cultura individualista que foi moldada com tanto esforço nas escolas da vida, tecer um trabalho a dez mãos, como foi o nosso, de forma colaborativa, possibilitou a nós outras aprendizagens mais, as quais pode-se dizer que foram realmente significativas, construídas, onde o olhar que o outro lançava sobre a minha pesquisa pôde me levar mais longe seja na argumentação ou no pensar sobre. O que fica é a vontade ainda maior de dar seguimento ao Projeto de Aprendizagem proposto na interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação dentro das turmas para que elas também possam ir além, voar mais alto, construir cada conhecimento com real significado e em colaboração.



terça-feira, 23 de maio de 2017

Justo eu...

     Neste semestre a interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação, propôs que desenvolvessemos em nossas salas de aula Projetos de Aprendizagem. Para isso, a interdisciplina lançou uma proposta metodológica de trabalho onde primeiramente formaríamos um grupo (eu, Melissa, Naiara e Natália) para que então lêssemos a respeito dos métodos globalizados para que pudéssemos apropriar-nos das teorias com a finalidade de nos encontrarmos teoricamente dentro da nossa metodologia de trabalho que cada uma desenvolveria em sala de aula. 
    O nosso grupo então criou um blog para que nele pudéssemos registrar a nossa caminhada trocando experiências daquilo que estávamos produzindo em sala de aula com nossos alunos. Então cada uma de nós, dentro da sua turma deu início ao trabalho: o Projeto de Aprendizagem. Desde o início do trabalho acreditei muito na proposta pois assim como Hernández (1998, p.19) também acredito que "os problemas que lhes interessam e as preocupações que têm em suas vidas não encontram resposta num currículo acadêmico, fragmentado e organizado por matérias disciplinares", contudo, confesso que desde o começo não levava muita fé no trabalho com os alunos. Achava que eles não estariam maduros para a proposta, que a turma iria se dispersar demais, enfim... Mas, precisava seguir e seguimos.
      Como minha turma está muito ligada ao jogo Minecraft, o nosso trabalho girou basicamente em torno de tecnologia e jogos digitais, e foi então que surgiram as perguntas:

1) Por que o Minecraft é quadrado?
2) Para que serve o videogame?
3) Jogos violentos influenciam de alguma maneira?
4) A tecnologia ajuda as crianças a aprenderem?
5) O jogo Minecraft é uma tecnologia?
6) Os jogos digitais tem alguma inportância na nossa vida?

      A partir delas, dividi a turma em grupos de interesses e foi então que cada grupo fez o primeiro quadro de dúvidas e certezas para darmos início a primeira etapa da pesquisa:


                  

 


      Em   uma próxima aula, depois de darmos início à pesquisa, montamos, coletivamente, o nosso primeiro mapa conceitual:

      
   Sinceramente, eu fiquei realmente emocionada, entusiasmada e tudo o mais com a produção do nosso mapa! Não imaginava que pudéssemos ir tão longe! E as reflexões deles sobre o mapa? Sensacionais! Confiram o que os próprios alunos falaram a respeito da produção do mapa: Camille (que colaborou duas vezes!), Maria Clara, Natália e Cibelly.
     Desde o início do trabalho eu subestimei o conhecimento dos meus alunos e a capacidade deles em realizar o trabalho, justo eu, a professora que busca ser mais reflexiva, justo eu que acho que considero os conhecimentos trazidos pelos meus alunos, justo eu, a seguidora de Paulo Freire. Pois bem, ainda tenho uma longa caminhada para me fazer reflexiva. Que bom que comecei a dar os primeiros passos.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

"Je pense, donc je suis"

    Muito se fala sobre ser um professor reflexivo, na importância de sermos reflexivos na nossa prática docente, afinal, está na moda apropriar-se desse termo para definir certo tipo de professor. Mas que tipo de professor seria esse tal de professor-reflexivo? No que consiste isso?
    Como qualquer outro conceito, se não houver consciência o conceito esvazia-se e esse professor reflexivo coisifica-se, perde a sua identidade, tal e qual como concepções tecnocráticas ditam que aconteça e "porque não queremos tornar-nos coisas, mas seres autônomos, estamos aqui..." (ALARCÃO, 1996). Sendo assim, não podemos deixar que o conceito de professor-reflexivo esvazie-se para que saibamos para onde caminhamos com a nossa reflexão.
     Desta maneira a famosa frase de René Descartes "Penso, logo existo" cabe muito bem a esta reflexão, pois somos quando pensamos: somos mais autônomos, somos mais capazes de modificar a nossa realidade, somos mais capazes de refletir sobre a reflexão e a nós professores, a responsabilidade de reflexão é ainda maior pelo fato dos nosso alunos estarem em processo de "autonomização" (ALARCÃO,1996)  e porque
... o conceito de professor reflexivo não se esgota no imediato da sua acção docente. Ser professor implica saber quem sou, as razões pelas quais faço o que faço e conciencializar-me do lugar que ocupo na sociedade. Numa perspectiva de promoção do estatuto da profissão docente, os professores têm de ser agentes activos do seu próprio desenvolvimento e do funcionamento das escolas como organização ao serviço do grande projecto social que é a formação dos educandos.
       Contudo, o refletir dentro da sala de aula não cabe somente a nós professores, os alunos também precisam ser reflexivos para existirem e não serem postos à margem do conhecimento. Quanto maior for a capacidade do nosso aluno ser reflexivo, maior será a sua autonomia, a sua consciência sobre o objeto a ser aprendido.
        Sabemos que esse processo de mudança não é fácil por inúmeros motivos e a frase "Mas sempre foi assim" é um dos entraves. Porém, se eu colocar-me na condição de alienação, sem refletir sobre, o que é uma escolha que cabe a cada um, devo estar ciente que serei menos autônoma, logo mais dependente, prestes a me tornar uma coisa.


 

terça-feira, 28 de março de 2017

1, 2, 3... AÇÃO!

      Amanhã, dia 29 de março, retomamos as nossas atividades presencias no curso de Pedagogia a distância, mas como bom curso que é, as atividades a distância começaram antes: já temos fórum para participar e leituras a fazer.
    Ao navegar pelas postagens recentemente feitas pelas professoras e tutoras/tutor, abri a apresentação da primeira aula presencial da interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação, na qual logo de cara identifiquei algumas falas minhas do Workshop de Avaliação, onde frisei a importância de sermos professores-pesquisadores.
       Contudo, chamou a minha atenção e com certeza iremos aprofundar essa discussão nas nossas aulas a distância ou presencias um novo elemento: a AÇÃO. E sim! Não basta só pesquisar, é preciso retomar essa pesquisa e fazer dela ativa nas nossas salas de aula para que ela não fique mofando nos livros.
        Estou muito empolgada com essa retomada! Bora construir mais conhecimento!
      

quarta-feira, 1 de março de 2017

Passeio - Linha de Turismo Porto Alegre

      No dia 30 de novembro de 2016 realizei com os meus alunos de B10 um passeio com a Linha Turismo de Porto Alegre pela rota Centro Histórico.
        Foi um passeio incrível que fez parte de um processo onde discutíamos sobre a Porto Alegre que queríamos ter.

       Quanto encantamento vi nos olhos daquelas crianças pela nossa cidade. Todos nós redescobrimos ela!


Classificação e Seriação - Sugestão de Atividade

     Dois dos conceitos mais triviais e importantes na Matemática são a Classificação e Seriação. Tais conceitos começam a ser desenvolvidos desde a Educação Infantil e são de extrema importância inclusive para outras áreas do conhecimento (Ciências, por exemplo).
     Os professores da interdisciplina de Matemática propuseram que criássemos uma atividade envolvendo classificação e seriação, foi então que inventei a atividade abaixo.
      Partindo do conceito de classificação, os alunos deveriam classificar o que era letra e o que era número e após seriar, tanto as letras quanto os números.
      Já realizei essa atividade com os alunos do 1º ano e é sempre um sucesso. Primeiro porque é um computador e o seu teclado e tudo que envolve algo do cotidiano deles chama atenção; segundo porque tais conceitos são bem simples às crianças e geralmente, elas chegam na escola muito letradas, distinguindo o que é letra do que é número.