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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Semestre #08: Estágio

        No oitavo semestre tivemos o Estágio Supervisionado Obrigatório, o qual iniciei com os meus alunos do 4º ano do Ensino Fundamental com um Projeto de Aprendizagem sobre Diversidade.
        Não consegui concluir o estágio, foi complicado em meio a tantos acontecimentos cumprir os prazos. A questão política desestabilizou-me muito. Estava retomando os trabalhos após um longo período de greve e todo o cenário político nacional era desolador.
        Inúmeras vezes pensei em desistir do curso porque sabia bem da responsabilidade que ele demandava e achava que não dava conta de tanto, o estágio me fez desistir de vez de finalizá-lo. Contudo, em meio a conversas com colegas e professores decidi que irei desistir do curso sim, mas somente quando finalizá-lo, somente quando cumprir todos os semestres, concluindo a graduação e recebendo o diploma de pedagoga.

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2018/09/eu-nao-ando-so.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Semestre #07: O planejamento enquanto ato político

      No sétimo semestre tivemos a interdisciplina de Didática e nela conversamos um pouco a respeito do planejamento. Lembro-me bem da leitura de alguns textos que só reforçavam o que eu já pensava sobre planejar as minhas aulas: não havia neutralidade na educação, logo, não havia neutralidade no planejamento.
      Lembro-me de ter lido pela primeira vez sobre a questão de não haver neutralidade na educação no livro "Pedagogia da Autonomia", de Paulo Freire. Esse é um dos ideias que carrego comigo desde sempre ao assumir lado e posicionamento político dentro da escola, nas minhas aulas, na educação.
      Um dos autores escolhidos para serem referência na interdisciplina foi justamente ao encontro desse pensamento e o levou ainda além: Reys, o autor em questão dizia que "ação pedagógica escolarizada, quando consciente, não poderá, pois distanciar-se da intenção política do tipo de ser humano que a educação pretende promover"(Rays, 2000), desta maneira, o planejar, que é próprio do ato da ação pedagógica escolarizada, está impregnado de intenção, sem carregar assim nenhuma neutralidade.

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2018/05/planejamento-um-ato-politico-pedagogico.html

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Semestre #06: Piaget

      Impossível passar pela faculdade sem ver Piaget, mais impossível ainda é ter em mãos a tarefa de fazer uma reflexão a respeito dos semestres anteriores e não dedicar ao menos um texto sobre o mestre. No sexto semestre conversamos um pouco sobre o autor e a sua teoria sobre aprendizagem.
       Piaget tem sido referência na minha sala de aula desde muito cedo. Na época do Curso Normal já estudava a respeito do autor e os estágios de desenvolvimento. Nesse semestre da graduação pude aprofundar um pouco mais os estudos a respeito dele.
       A construção do conhecimento sempre foi a maneira mais acertiva ao meu ver para que a aprendizagem se desse de maneira significativa em sala de aula. Desta maneira, tal autor sempre fez-se muito vivo nas minhas aulas.

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2018/02/pensando-piaget.html

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Semestre #05: O professor reflexivo

      No quinto semestre fomos convidados a ler um texto de Alarcão sobre professor reflexivo na interdisciplina Seminário Integrador. Esse texto teve um impacto muito grande na minha caminhada. A partir dele a reflexão tomou um outro rumo na minha prática docente: não basta apenas refletir sobre, era preciso ir além.
... o conceito de professor reflexivo não se esgota no imediato da sua acção docente. Ser professor implica saber quem sou, as razões pelas quais faço o que faço e conciencializar-me do lugar que ocupo na sociedade. Numa perspectiva de promoção do estatuto da profissão docente, os professores têm de ser agentes activos do seu próprio desenvolvimento e do funcionamento das escolas como organização ao serviço do grande projecto social que é a formação dos educandos.
     Era preciso estar consciente do lugar que ocupo na sociedade e da minha influência nela e nos meus alunos, principalmente nesses últimos, os quais se encontram em processo de "autonomização", segundo o autor. Logo, de que adianta ser um professor reflexivo se não proponho reflexão aos meus próprios alunos?

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2017/05/je-pense-donc-je-suis.html

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Semestre #04: O ver e o olhar

      No quarto semestre deparei-me novamente com o conceito de ver e olhar, mas agora dentro da interdisciplina de estudos sociais que ampliou tanto o ver quanto o olhar: agora eu estava mais atenta a tudo e estar assim foi importante principalmente para perceber o pertencimento, ou não, dos alunos ao ambiente escolar.
       Foi importante voltar o olhar para a escola atrás do pertencimento que os alunos tinham àquele ambiente. Da mesma maneira, ver que o que lhes restava como forma de pertencer eram as paredes da escola foi impactante, pois as pichações eram uma forma de expressão, eram uma voz em meio a tanto silenciamento.
    Mais uma vez a graduação fez eu parar e refletir, refletir sobre a minha escola, sobre os meus alunos, sobre a minha caminhada naquele ambiente.

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2017/03/sobre-o-ver-o-olhar-e-o-pertencer.html

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Semestre #03: Desconstrução

      No terceiro semestre eu me desconstruí ao deparar-me com alguns conceitos da literatura infantil na interdisciplina de Literatura, primeiro com o conceito de que a literatura infantil é um espaço onde a criança tem um meio lúdico de lidar com coisas que não são tão fáceis para ela e segundo pela versão mais pesada da história ter um porquê de assim ser contada.
      A literatura como um todo sempre foi um meio de expressão, mas as leituras do terceiro semestre me mostraram que as crianças podem elaborar muitas coisas dentro de si através da literatura e de toda a parte lúdica que ela dá acesso. A literatura infantil dá acesso a um novo mundo para a criança.
     Outro conceito que vi nesse semestre desconstruí-me enquanto professora: eu que mudava histórias infantis no final, como a do lobo mau que comia a vovozinha, tornando a história mais amena, entrei em contato com o autor  Coleridge, o qual usou uma expressão que encaixa perfeitamente nesse contexto que é a "suspensão da descrença". Uma espécie de pacto que autoriza toda a ação da história e dá a ela um significado poético. Ou seja, não havia por que modificar as histórias e torná-las mais amenas, tudo fazia parte de um contexto, de um significado de modo diferente. Desde então, a minha contação de história não foi mais a mesma.

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2016/07/atencao-professora-em-desconstrucao.html

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Semestre #02: Emília Ferreiro, presente

      No segundo semestre pude aproximar-me da teoria de Emília Ferreiro através da leitura dos seus textos, da troca com as colegas e da reflexão sobre a minha prática em sala de aula.
      Como professora alfabetizadora, pude expandir meus conhecimentos sobre a teoria da psicogênese da língua escrita, assim como ficar mais atenta a alguns detalhes importantes sobre a alfabetização.
      Emília Ferreiro é uma inspiração desde sempre.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Semestre #02: Alfabetização e Empatia

      No segundo semestre refletimos a respeito da alfabetização e da infância e logo de cara, na primeira aula presencial, fiquei frente a frente com esses dois eixos quando a professora nos colocou perante um texto escrito em árabe.
      Num primeiro momento, fiquei desconsertada, perdida, depois, lembro-me de rir de nervosa, já que não tinha como seguir nenhuma ordem, visto que não sabia árabe.
       Hoje em dia, ao lembrar dessa história, ao olhar para trás e refletir sobre aquele semestre, percebo que esse instante ia justamente ao encontro da outra interdisciplina que falava a respeito das infâncias, de como era importante um olhar cuidadoso a respeito das nossas crianças, pois foi nessa dinâmica que pude eu me colocar no lugar daquelas crianças que iniciariam a sua trajetória escolar, que pude aproximar-me delas e perceber o quão importante era ter não só a teoria, mas também empatia.

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2016/01/marhaban.html

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Semestre #01: Cultura e Contracultura

        Outro aprendizado muito válido no primeiro semestre foi a respeito dos conceitos de Cultura e Contracultura. No texto "Cultura e Contracultura" a afirmação de que "o que confere humanidade ao homem é a cultura, ou seja, o produto histórico-cultural, cultura é o substrato de diferenciação entre o homem e outros animais..." (RAFAEL & RIBEIRO, p.128).
         Foi válido porque justamente ia ao encontro do conceito de corporeidade, pois a partir do momento que considero o indivíduo como um todo também levo em consideração a sua cultura e ao fazer isso eu desloco o eixo etnocêntrico, abrindo espaço para a pluralidade de ser e de aprender.
        Ao olhar para trás, percebo o quanto aprendi nesse semestre e que esse foi o primeiro onde acabei construindo relações entre as interdisciplinas, as quais sempre me levavam a refletir mais e além.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Semestre #01: Corporeidade

        No primeiro semestre dei de cara com um dos conceitos que mais me marcou em toda a graduação foi o da corporeidade. Foi o Professor Clésio que me fez refletir a repeito do meu corpo e do corpo dos meus alunos, desses últimos principalmente, pois tinha que dar conta da aprendizagem deles e ao entrar em contato com este conceito, percebi que eu era aquela professora que sabia da importância do todo pra aprendizagem, mas que não proporcionava meios para que os meus alunos aprendessem significativamente pelo todo, ou seja, dessa forma eu fragmentava a aprendizagem.
       Esse foi o primeiro conceito que me fez refletir sobre as minhas aulas, as anteriores e as futuras, tentando sempre fazer esse resgate do corpo dentro da sala de aula, desfragmentando primeiro o aluno, pensando nele como um todo.
       Desta maneira, tal conceito ao me levar a reflexão mudou a minha práxis, levando-me a adotar uma nova postura em sala de aula.

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2015/06/eu-eu-mesma-e-minha-corporeidade.html

domingo, 6 de maio de 2018

A escola possível



           
A escola como conhecemos hoje não surgiu do nada e nem tampouco para nada. A sua engrenagem, desde o seu início vem sendo montada com objetivos muito claros para quem a concebeu e que servem somente aos interesses de uma minoria branca, rica e patriarcal. Desde então tentam fazer com que a escola seja natural a tal ponto que seja impensável a possibilidade de questioná-la “Isto explica por que muitas críticas mais ou menos radicais à instituição escolar são imediatamente identificadas com concepções quiméricas que levam ao caos e ao irracionalismo.” (VARELLA, 1992, p.2).
            Essa escola começou a tomar forma quando a infância ganhou novas cores e nuances, quando a mesma foi inventada, isso por volta do século XVI, por religiosos os quais a definiram nada alheia aos interesses dos seus apostolados, procurando doutrinar aqueles seres indefesos, maleáveis, fracos de juízo e rudes. Foi então que a partir da definição de um estatuto da infância que se permitiu o aparecimento da escola nacional. Contudo, a infância para as classes populares não era pensada da mesma maneira que para as classes mais abastadas, assim, desde seus primórdios, “A educação será um dos instrumentos chave utilizados para naturalizar uma sociedade de classes ou estamentos” (página 4 maquinaria)
            Desta maneira, com uma sociedade que excluía as crianças das classes mais populares, a partir do século XIX quando a escola começa a ser obrigatória, a história da exclusão dentro da sociedade continua sendo reproduzida dentro dessa instituição, com professores que menosprezavam “a cultura das classes humildes, seus hábitos e costumes, desprezo reforçado e justificado pelos cursos da Escola Normal” (p.14). Ao pensarmos então na ação pedagógica dentro desse modelo de escola encontramos um “professor que não possui tanto saber, mas técnicas de domesticação, métodos para condicionar e manter a ordem; não transmite tanto conhecimento, mas uma moral adquirida em sua própria carne na sua passagem pela Escola Normal” (VARELLA, 1992, p.14).
            Essa ação pedagógica que foi caracterizada anteriormente, está baseada no empirismo, onde o professor fala e o aluno apenas executa, o professor é detentor do saber, o conhecimento é apenas transmitido para o aluno, o qual é considerado como uma tábula rasa,
Como se vê, esta pedagogia, legitimada pela epistemologia empirista, configura o próprio quadro da reprodução da ideologia; reprodução do autoritarismo, da coação, da heteronomia, da subserviência, do silêncio, da morte da crítica, da criatividade, da curiosidade. Nessa sala de aula, nada de novo acontece: velhas perguntas são respondidas com velhas respostas. A certeza do futuro está na reprodução pura e simples do passado. A disciplina escolar – que tantas vítimas já produziu – é exercida com todo rigor, sem nenhum sentimento de culpa, pois há uma epistemologia, uma psicologia (da qual não falamos aqui) e uma pedagogia que a legitimam. O aluno, egresso dessa escola, será bem recebido no mercado de trabalho (BECKER, 1994, p.3).
            Infelizmente, essa pedagogia ainda ronda os corredores das nossas escolas e continua tornando as nossas crianças marginalizadas, formando robôs prontos para apenas obedecer. Como bem sabemos, essa intenção de colocar para funcionar uma engrenagem assim serve somente aos interesses dos que detém o poder sócio-econômico-político, ou seja, essa intenção, essa política é ideológica.
            Contudo, ainda assim é possível deslocar as peças dessa maquinaria, o que se torna viável se além de vermos esse sistema e nos indignarmos com ele, enxergamos o mesmo de fato, refletindo a respeito e fazer com que nossos alunos também reflitam. Um caminho para isso é através de uma proposta construtivista, na qual o professor acredita que o aluno construirá algum conhecimento novo se ele agir e problematizar a sua ação, onde esse aluno não é visto como uma tábula rasa, mas um amontoado de conhecimento prévio apto a fazer novas descobertas, assim
O resultado dessa sala de aula é a construção e a descoberta do novo, é a criação de uma atitude de busca, e de coragem que esta busca exige. Esta sala de aula não reproduz o passado pelo passado, mas debruça-se sobre o passado porque aí se encontra o embrião do futuro” (Becker, 1994, p. 12)
            Assim sendo, somente a partir de uma sala de aula onde se garanta um espaço baseado numa relação horizontal entre professor e aluno, onde haja parceria e diálogo como o próprio Freire (1991) nos diz que é nele que se “enfatiza a reflexão, a investigação crítica, a análise, a interpretação e a reorganização do conhecimento”, onde o professor é mediador das relações interpessoais e facilitador do descobrimento, que se pode construir uma escola efetivamente democrática,
             O que mais precisamos fazer é nos munir de argumentos, de olhares críticos sobre o que está posto, precisamos burlar o sistema, ir além dele, jogar luz nas nossas salas de aula e enchê-las de questionamentos, de criticidade, de desafios, enchê-las de conhecimento, mas principalmente de alunos pensantes, formar cidadãos reflexivos a tal ponto de não  reproduzirem um sistema falido que exclui, que enxota, que é desigual e injusto. Que a diferença comece por aquele projeto do qual os alunos sempre vão se lembrar que participaram na sua aula, daquela atividade simples em que colocaram o corpo em movimento, daquela troca gostosa, daquele olho no olho.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Workshop de Avaliação - Eixo V

          O Workshop de Avaliação é sempre um momento de reencontro com as escritas
do semestre, de conversa com aqueles conhecimentos que foram mais significativos
nesse período de tempo e de olhar para dentro de mim e perceber o que tudo isso
possibilitou, transformou.
        Revisitar o portfólio para reencontrar um relato sobre aquele texto que provocou um despertar, um diálogo que aconteceu em sala de aula e surpreendeu ou uma foto de um momento em sala que me remeteu a um trecho de algum texto uma das interdisciplinas, sempre promove mais algumas reflexões. Permitir esse reencontro de maneira profunda como o Workshop faz é promover uma grande meta-reflexão.
           Contudo, essa meta-reflexão só é possível de acontecer se fazemos com que as
interdisciplinas conversem entre si, se chamarmos todas para uma reflexão, para um
momento de colocá-las frente à frente fazendo com que seus conceitos tenham um bom diálogo. No nosso curso isso nunca foi uma tarefa muito laboriosa de se executar, pois cada semestre é pensado de maneira que os conceitos sejam interligados e possamos facilmente relacioná-las, construindo assim um conhecimento significativo.
           Toda essa caminhada, essa retomada, essa conversa, além de promover uma
aprendizagem muito rica e realmente significativa, é sempre capaz de fazer com que
meu olhar volte para mim, para as minhas práticas, para o meu fazer pedagógico.
Olhando para trás, posso dizer que, sem sombra de dúvidas, não sou mais a mesma profissional a cada fim de semestre e é isso que me motiva a continuar, isso me move para frente, faz com que eu aguarde ansiosamente por saber quais são as
interdisciplinas que nos aguardam no próximo semestre.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Metarefletindo

   Uma das propostas de atividade do Seminário Integrador nesse semestre foi revisitar os nossos portfólios de aprendizagem: os blog's! A proposta foi que, em duplas, cada uma pudesse visitar e fazer uma breve análise das postagens que foram realizadas no primeiro e segundo semestre do curso, tanto das suas quanto as da colega.
   Formei dupla com a minha querida colega Naiara e claramente pude observar, tanto nas postagens dela quanto nas minhas (e essa análise foi acordada entre nós duas) que ambas crescemos muito em relação ao que postamos e como postamos. Além da própria escrita ter evoluído a qualidade no conteúdo das postagens também aumentou.
   Particularmente, parece que tenho me deslocado do lugar que vinha ocupando até aqui, reconhecido-me como escritora, assim como Trece (2003, p.15) nos traz que "O escritor seria aquele que bascula: que sai da posição de escriba ou de escrevedor para ocupar uma outra relação com aquilo que escreve, permitindo se arriscar: traçar o papel, deixando marcas derramadas[...]". 
    Desta maneira, reconheço a importância do que escrevo e a responsabilidade que tenho ao vir até aqui e promover um pouco de reflexão, seja para mim ou para outrém. Não consigo mais vir até aqui sem ter algo realmente relevante a comunicar. Guardei os desabafos para as conversas informais com as colegas do curso de PEAD e decidi fazer deste espaço um lugar essencialmente de reflexão, a qual precisa fugir dos achismos e encontrar argumentação e embasamento teórico o suficiente para que eu possa qualificar e até transformar a minha prática docente.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

"Je pense, donc je suis"

    Muito se fala sobre ser um professor reflexivo, na importância de sermos reflexivos na nossa prática docente, afinal, está na moda apropriar-se desse termo para definir certo tipo de professor. Mas que tipo de professor seria esse tal de professor-reflexivo? No que consiste isso?
    Como qualquer outro conceito, se não houver consciência o conceito esvazia-se e esse professor reflexivo coisifica-se, perde a sua identidade, tal e qual como concepções tecnocráticas ditam que aconteça e "porque não queremos tornar-nos coisas, mas seres autônomos, estamos aqui..." (ALARCÃO, 1996). Sendo assim, não podemos deixar que o conceito de professor-reflexivo esvazie-se para que saibamos para onde caminhamos com a nossa reflexão.
     Desta maneira a famosa frase de René Descartes "Penso, logo existo" cabe muito bem a esta reflexão, pois somos quando pensamos: somos mais autônomos, somos mais capazes de modificar a nossa realidade, somos mais capazes de refletir sobre a reflexão e a nós professores, a responsabilidade de reflexão é ainda maior pelo fato dos nosso alunos estarem em processo de "autonomização" (ALARCÃO,1996)  e porque
... o conceito de professor reflexivo não se esgota no imediato da sua acção docente. Ser professor implica saber quem sou, as razões pelas quais faço o que faço e conciencializar-me do lugar que ocupo na sociedade. Numa perspectiva de promoção do estatuto da profissão docente, os professores têm de ser agentes activos do seu próprio desenvolvimento e do funcionamento das escolas como organização ao serviço do grande projecto social que é a formação dos educandos.
       Contudo, o refletir dentro da sala de aula não cabe somente a nós professores, os alunos também precisam ser reflexivos para existirem e não serem postos à margem do conhecimento. Quanto maior for a capacidade do nosso aluno ser reflexivo, maior será a sua autonomia, a sua consciência sobre o objeto a ser aprendido.
        Sabemos que esse processo de mudança não é fácil por inúmeros motivos e a frase "Mas sempre foi assim" é um dos entraves. Porém, se eu colocar-me na condição de alienação, sem refletir sobre, o que é uma escolha que cabe a cada um, devo estar ciente que serei menos autônoma, logo mais dependente, prestes a me tornar uma coisa.


 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

PA - A mulher no mercado de trabalho

         Durante o processo de construção do Projeto de Aprendizagem, o qual tem como pergunta central "O que influencia as mulheres na escolha da sua profissão?", constatamos algumas coisas muito interessantes a respeito do nosso universo feminino e o que os cerca em se tratando de mercado de trabalho.
             Primeiramente precisamos definir o que ou quem é o mercado de trabalho para situar melhor o leitor para as nossas análises posteriores. O mercado de trabalho é um homem branco, que tem pouco menos de 30 anos, que segue a cartilha do capital e que dita as regras quando o assunto é emprego.
           Sendo assim, nós mulheres, já saímos em desvantagem porque o tal mercado de trabalho nunca nos vê como pessoas suficientemente capacitadas para exercer cargos de alta chefia, para ganhar bons salários ou largarmos o fogão e o tanque das nossas casas. Logo, o que vemos são mulheres que, por mais capacitadas que sejam, ganham menos que homens da sua mesma faixa etária e ainda chegam em casa e têm um turno extra de trabalho não remunerado.
              Acredito que o nosso trabalho é extremamente válido , pois, no mínimo, fomenta essa discussão que se faz tão necessária nos dias de hoje para minimizarmos esse abismo que há entre homens e mulheres dentro do Mercado de Trabalho.

domingo, 17 de julho de 2016

Projeto de Aprendizagem: o desafio está lançado

     Nesse semestre iniciamos um trabalho grande ou melhor dizendo, um grande trabalho na interdisciplina do Seminário Integrador, o Projeto de Aprendizagem, o qual iniciamos na plataforma PBWorks (http://diversidades.pbworks.com/w/page/108363121/FrontPage).
     Desde o começo o trabalho mexeu com todxs nós no grupo: comigo, com a Melissa, a Nayara, o Anderson e a Giovana . Tudo sempre foi muito discutido e nada ia adiante se alguém não estava de acordo. Acredito que começamos com o pé direito, pois esse é o verdadeiro espírito do trabalho em grupo.
      Com certeza esse vai ser o trabalho mais desafiador para o próximo (ou próximos) semestre. Que junto com o grande desafio venha um grande aprendizado.




segunda-feira, 11 de abril de 2016

Ver e Olhar: Uma breve reflexão sobre a minha sala de aula

        Ao finalizar a atividade sobre o ver e o olhar, foi inevitável pensar no meu retorno à sala de aula na semana que passou, onde no dia 05 de abril iniciei o meu trabalho na prefeitura de Porto Alegre lecionando para alunos do 4º numa escola na Lomba do Pinheiro.
        Como todo começo, esse também foi cheio de expectativas. Peguei o bonde andando, afinal eles iniciaram as aulas no dia 29 de fevereiro e ainda tento me ajeitar com o andar dele. Contudo já pude ver e olhar muita coisa na turma.
        A primeira impressão ao ver a turma foi de choque porque os alunos são extremamente agressivos entre eles, a turma é conversadeira e muito agitada. Porém, ao decorrer da semana, pude olhar melhor para a turma e perceber que aquela agitação toda poderia ser devido ao maior número de meninos e que a agressividade poderia estar ligada a isso e ao fato de algumas daquelas crianças terem uma história de vida carregada de sofrimento.
       Refletindo sobre essa relação que construí entre a atividade e a minha sala de aula, percebi que ver todos vemos, mas que o olhar é essencial para tocar uma sala de aula, sem ele o aluno vira apenas mais um número, uma estatítica, um depósito de informações.



domingo, 27 de março de 2016

Portfólio de Aprendizagem - Uma eterna reflexão

         Na nossa última aula do Seminário Integrador, em certa atividade, fomos levadas a refletir a respeito de postagens no blog, o nosso Portfólio de Aprendizagem. Inevitavelmente, cada uma de nós olhou para as suas próprias postagens, naquilo que já havia acertado ou que ainda precisava melhorar.
           Eu mesma, refleti melhor sobre as minhas próprias postagens e no poder argumentativo delas a partir dessa aula e das atividades propostas pelo S. I., tanto presencialmente quanto a distância. Para ilustrar melhor o que seria argumentar, as professoras trouxeram o autor Weston (2009), o qual definiu argumentar: "[...] apresentar um conjunto de razões ou provas que fundamentam uma conclusão.". E realmente foi inevitável pensar na fragilidade de algumas das minhas postagens, na falta de uma argumentação consistente, embasada teoricamente e/ou mais conectada com a minha realidade na escola.
          Levando em consideração tudo o que foi pensado e retomado, dá até uma vontade de refazer as postagens mais antigas, mas como a própria professora Rosane falou, essas postagens mostrarão o nosso crescimento e aprendizado argumentativo e só mostram o poder do blog, o nosso Portfólio de Aprendizagem, pois, se a aprendizagem é um processo contínuo, uma construção, uma eterna equlibração/desequilibração, nada mais justo que o blog seja o nosso companheiro nos nossos escritos, acertos e tropeços.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Fim de semestre

        E no dia 09 de março eu, junto a outras colegas do curso, finalizamos o nosso semestre apresentando o trabalho final do semestre que foi proposto pelo Seminário Integrador II. Assim como no semestre passado, esse momento foi muito rico em aprendizado, pois foi um momento de troca, onde cada uma de nós deu a sua versão do semestre. Apresentamos os nossos aprendizados e o que foi mais significativo conforme as nossas experiências e práticas pedagógicas.
             Para mim, a apresentação sempre é um momento intenso: ao mesmo tempo que eu fico muito tensa em ter que apresentar todo o semestre em 10 minutos é uma alegria imensa que toma conta de mim porque naquele instante eu poderei contar as aprendizagens que foram mais significativas para mim, falar um pouco das minhas dificuldades e do quão importante todas as leituras e reflexões foram relevantes para o meu crescimento profissional, levando-me a refletir sobre a minha prática pedagógica.
            Esse semestre que passou, no qual fiquei em recuperação devido a licença maternidade, além de ter sido de muito aprendizado, foi de grande superação, pois segui firme no meu propósito de, apesar de estar vivendo a maternidade e dedicar-me muito ao meu filho, não desistir dos meus projetos pessoais e dos meus sonhos. 
             Que o João Vicente possa ter orgulho dessa mãe teimosa no futuro.