quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A máquina de fabricar gente

         O texto "Maquinaria Escolar" que lemos na interdisciplina de Escolarização descreve o início da escola e o que isso implicou. Como a infância era vista nas classes populares foi uma das mudanças que esse momento trouxe, afinal se a escola tinha aberto as portas para essas crianças, elas precisavam, no mínimo, parar de trabalhar e começar a frequentar outros lugares que não os bares junto com os adultos.
          Apesar de acolher essas crianças, essa escola não era nada acolhedora. Essa maquinaria escolar estava a serviço da burguesia e servia aos seus interesses tendo como finalidade formar empregados obedientes, domesticá-los desde cedo. Essa escola lembra muito aquela reproduzida no clipe da música "Another Brick In The Wall" (Pink Floyd): uma fábrica que fabricava crianças obedientes a larga escala.
           Mas entre essa maquinaria escolar e a nossa escola nos dias de hoje há alguma distância? Esta escola que aí está posta não pretende domesticar também? Ela tem feito nossos alunos pensar? Afinal, ela está servindo aos interesses de quem?

Um comentário:

  1. Boas perguntas, realmente, o sistema educacional mudou em parte, mas encontra limites para promover a autonomia de cada aluno, incentivar o pensamento inovador, valorizar as diferenças e as peculiaridades de cada indivíduo.
    O professor, dentro dessa "máquina" institucionalizada, pode encontrar margens para pensar com liberdade e assim instigar, inspirar seus alunos. É um desafio, mas o bom educador é resultado justamente do que você se propõe a fazer: estudar, pensar, questionar e se desenvolver constantemente.

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