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sábado, 17 de março de 2018

Aprendizagem X Desenvolvimento


Neste semestre, na interdisciplina de psicologia, foi proposto que revisitássemos alguns conceitos importantes e que são muito pertinentes a toda e qualquer sala de aula. Debatemos muito sobre desenvolvimento e aprendizagem e ficam claras algumas diferenças entre aprendizagem e desenvolvimento.
                Desenvolvimento é um “processo espontâneo, ligado ao processo global da embriogênese” e alguns fatores são capazes de explicá-la, tais como a maturação, experiência e os efeitos do ambiente físico na estrutura da inteligência, transmissão social, equilibração.
             A aprendizagem está subordinada  ao desenvolvimento e “em geral, é provocada por situações (provocada por alguém, um professor, por exemplo)”, ou seja, ela não ocorre da mesma forma que o desenvolvimento, ela não se dá espontaneamente e “é um processo limitado a um problema simples”.
            Sendo assim, considerando que a aprendizagem não se dá de maneira espontânea o construtivismo vai ao encontro da mesma, pois ele inclui o aluno, facilita a assimilação ativa já que acaba por contextualizar conceitos, não separa a forma e conteúdo, apesar de não confundir os mesmos.
             Desta maneira, podemos deixar evidente as diferenças entre aprendizagem e desenvolvimento e o quão importante é o construtivismo para a construção do conhecimento dos alunos, ou seja, para a aprendizagem, pois o mesmo é capaz de incluir o aluno no processo, colocando-o como protagonista nesse cenário.

               

sexta-feira, 16 de março de 2018

Professor pesquisador e o Método Clínico

       O que me chamou a atenção a respeito do método clínico é o olhar que se tem sobre o indivíduo no atendimento e desenvolvimento das crianças.
       Levar esse método para a sala de aula é desafiador, propõe reflexões profundas pois nos possibilita muitas análises.
       Contudo, acredito para que o método seja realmente bem aplicado seriam necessárias mais leituras a respeito para que as observações pudessem ser mais embasadas. Desta maneira, poderia-se fazer um professor reflexivo que pensa sobre: sobre o seu aluno, sobre a sua sala de aula, sobre a sua prática docente.

Para lembrar de não esvaziar a discussão

         A epistemologia genética é muito importante para a educação, ela fez enxergar de uma maneira diferente o indivíduo em desenvolvimento e o seu processo de construção do conhecimento, ambos os conceitos que são o carro chefe de uma escola.
         Hoje em dia, são tantas as lutas que temos travado que as mesmas têm nos deixado um tanto quanto tontos, sem rumo e sem refletir sobre um questionamento sobre qual o porquê da escola, o qual é tão importante.
        Sinto que muitas vezes temos esvaziado as nossas discussões sobre aprendizagem, construção do conhecimento, metodologia entre outros assuntos em função de governos e governantes que excluem cada vez mais os excluídos.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Pensando Piaget

     Piaget é um daqueles pensadores recorrentes dentro da educação, sendo assim, ele já me acompanha há 15 anos. Há 15 anos eu o leio, releio e essa leitura sempre traz um novo desdobramento, a partir dela sempre faço uma releitura dele e de mim mesma. Acabo de ler o seu texto "Desenvolvimento e aprendizagem" e não posso deixar passar algumas questões importantes que por vezes passam batidas por mim em sala de aula, tais como o conceito de desenvolvimento e aprendizagem, por exemplo, a assimilação ativa e o construtivismo.
         Na última apresentação do Workshop de avaliação, ao sermos questionadas sobre as diferenças entre desenvolvimento e aprendizagem travamos, confundimos conceitos, falamos muito, menos que ambos são coisas distintas, que a aprendizagem é subordinada ao desenvolvimento,  que esse é um processo espontâneo, em oposição à aprendizagem, a qual é provocada por situações ou alguém e que é um "processo limitado a um problema simples". Logo, nós professores, precisamos, fundamentalmente ter esses dois conceitos muito claros para que possamos ser essa pessoa que provoca o aprendizado.
    Outra questão muito importante levantada no texto é sobre uma questão fundamental à aprendizagem, que é a assimilação ativa, a qual é a "integração de qualquer espécie de realidade em uma estrutura". Mas afinal, é isso que eu tenho me proposto a provocar aos meus alunos? E de que maneira fazer isso? de que maneira provocar essa aprendizagem, fazendo com que eles construam o seu próprio conhecimento?
          Para que possamos tentar responder a essas perguntas, temos o construtivismo como teoria capaz de abarcar essas questões e oferecer a nós professores uma possibilidade de sermos conhecimento e não de determos conhecimento, pois esse ambiente que não é construtivista acaba por excluir cada vez mais aquele aluno que já está à margem.