Mostrando postagens com marcador Piaget. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Piaget. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de maio de 2018

Piaget & Vygotsky


As teorias de Piaget e Vygotsky são referência quando o assunto é construção do conhecimento ainda nos dias de hoje. Ler e refletir sobre ambas é sempre importante para quem leciona ou pensa educação. Em alguns aspectos tais teorias caminham lado a lado, mas em outros acabam tendo algumas diferenças.
Piaget tinha o objetivo de “resolver os grades problemas epistemológicos” (Montoya, ) e dessa forma a linguagem não podia ficar de fora de toda a sua teoria, ele tratava da questão da aquisição da linguagem atrelada à constituição da função simbólica. Trazia à luz a questão da imitação como meio de reproduzir os caracteres individuais dos objetos, associando a essa a coordenação dos esquemas sensório motores e a interiorização de ambos como essencial para a constituição da função simbólica. Quanto à construção do conhecimento, para Piaget, essa se dá num processo de troca entre o meio e o indivíduo, a partir da equilibração entre assimilação e acomodação, processos distintos do indivíduo, um interno e o outro externo.
As teorias de Piaget e Vygotsky encontram-se justamente na questão da aquisição da linguagem, onde ambos encontram na importância dos símbolos a constituição da mesma. Os dois autores exploram a questão dos significados e significantes e vêem a interação um importante aspecto na linguagem. Contudo, em relação ao conhecimento, se para Piaget esse processo era ao mesmo tempo interno e externo, para Vygotsky essa construção se dava basicamente  na negociação de sentidos, a qual além de construir também internaliza esse conhecimento. Desta maneira, para este último autor, o sujeito adquire conhecimento a partir de relações interpessoais, na troca com o mundo.



sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Pensando Piaget

     Piaget é um daqueles pensadores recorrentes dentro da educação, sendo assim, ele já me acompanha há 15 anos. Há 15 anos eu o leio, releio e essa leitura sempre traz um novo desdobramento, a partir dela sempre faço uma releitura dele e de mim mesma. Acabo de ler o seu texto "Desenvolvimento e aprendizagem" e não posso deixar passar algumas questões importantes que por vezes passam batidas por mim em sala de aula, tais como o conceito de desenvolvimento e aprendizagem, por exemplo, a assimilação ativa e o construtivismo.
         Na última apresentação do Workshop de avaliação, ao sermos questionadas sobre as diferenças entre desenvolvimento e aprendizagem travamos, confundimos conceitos, falamos muito, menos que ambos são coisas distintas, que a aprendizagem é subordinada ao desenvolvimento,  que esse é um processo espontâneo, em oposição à aprendizagem, a qual é provocada por situações ou alguém e que é um "processo limitado a um problema simples". Logo, nós professores, precisamos, fundamentalmente ter esses dois conceitos muito claros para que possamos ser essa pessoa que provoca o aprendizado.
    Outra questão muito importante levantada no texto é sobre uma questão fundamental à aprendizagem, que é a assimilação ativa, a qual é a "integração de qualquer espécie de realidade em uma estrutura". Mas afinal, é isso que eu tenho me proposto a provocar aos meus alunos? E de que maneira fazer isso? de que maneira provocar essa aprendizagem, fazendo com que eles construam o seu próprio conhecimento?
          Para que possamos tentar responder a essas perguntas, temos o construtivismo como teoria capaz de abarcar essas questões e oferecer a nós professores uma possibilidade de sermos conhecimento e não de determos conhecimento, pois esse ambiente que não é construtivista acaba por excluir cada vez mais aquele aluno que já está à margem.