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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Marhaban

          Na primeira aula de alfabetização a professora propôs uma atividade na qual, sinceramente, senti-me uma analfabeta. Sim uma analfabeta, pois a professora propôs que lêssemos e escrevêssemos em ÁRABE!
          Durante a atividade fiquei totalmente perdida, sem saber o que fazer, para onde correr. Foi então que pensei nos nossos alunos que iniciam no primeiro ano do Ensino Fundamental sem nunca ter folheado um único livro, sem ter escutado uma historinha, o quão perdidos eles ficam naquele universo de 26 letras e infinitas palavras.
          Nessa aula não aprendi um novo método de alfabetização, não anotei uma nova velha ideia de algum pensador, nem tampouco inventei uma atividade de alfabetização mirabolante, nessa aula aprendi, verdadeiramente, a ter mais empatia.




terça-feira, 8 de setembro de 2015

As muitas formas de experienciar a infância

      Na última quarta-feira (02/09), tivemos a nossa primeira aula presencial de Infâncias com a professora Fabiana Marcello. A aula foi muito dinâmica e contou com o auxílio de uma tecnologia para facilitar a vida acadêmica dos novos colegas : a aula foi gravada em vídeo.
      Na aula, tivemos um bom bate papo, discutindo as diversas formas de experienciar a infância. Cada colega relatou a sua experiência  com infâncias. Ao decorrer das falas, a professora fazia as suas intervenções, levando-nos a questionar alguns pontos dessas infâncias. Conversamos, essencialmente sobre as diversas formas de experienciar a infância.
    Ao final da aula, recebi o texto "Tudo ao mesmo tempo, agora! A vida urgente das crianças contemporâneas" (MOMO, Mariangela), onde é abordada a forma como muitas crianças experienciam a sua infância hoje em dia, baseadas na instantaneidade.
      Refletindo um pouco a respeito do texto, essa maneira instantânea com que muitas crianças experimentam a sua infância reflete muito a maneira como é nosso modo de viver contemporâneo acelerado, que está produzindo cada vez mais pessoas estressadas e frustradas com as suas vidas, onde nada é o suficiente para alcançar a felicidade, a qual sempre é buscada muito mais no ter do que no ser.
      Ao refletir sobre, surge o questioamento: essa sociedade acelerada,  que faz com que sejam produzidos adultos ansiosos e uma "infância instantânea" terá que tipo de adulto futuramente?