terça-feira, 28 de março de 2017

1, 2, 3... AÇÃO!

      Amanhã, dia 29 de março, retomamos as nossas atividades presencias no curso de Pedagogia a distância, mas como bom curso que é, as atividades a distância começaram antes: já temos fórum para participar e leituras a fazer.
    Ao navegar pelas postagens recentemente feitas pelas professoras e tutoras/tutor, abri a apresentação da primeira aula presencial da interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação, na qual logo de cara identifiquei algumas falas minhas do Workshop de Avaliação, onde frisei a importância de sermos professores-pesquisadores.
       Contudo, chamou a minha atenção e com certeza iremos aprofundar essa discussão nas nossas aulas a distância ou presencias um novo elemento: a AÇÃO. E sim! Não basta só pesquisar, é preciso retomar essa pesquisa e fazer dela ativa nas nossas salas de aula para que ela não fique mofando nos livros.
        Estou muito empolgada com essa retomada! Bora construir mais conhecimento!
      

quarta-feira, 1 de março de 2017

Passeio - Linha de Turismo Porto Alegre

      No dia 30 de novembro de 2016 realizei com os meus alunos de B10 um passeio com a Linha Turismo de Porto Alegre pela rota Centro Histórico.
        Foi um passeio incrível que fez parte de um processo onde discutíamos sobre a Porto Alegre que queríamos ter.

       Quanto encantamento vi nos olhos daquelas crianças pela nossa cidade. Todos nós redescobrimos ela!


Classificação e Seriação - Sugestão de Atividade

     Dois dos conceitos mais triviais e importantes na Matemática são a Classificação e Seriação. Tais conceitos começam a ser desenvolvidos desde a Educação Infantil e são de extrema importância inclusive para outras áreas do conhecimento (Ciências, por exemplo).
     Os professores da interdisciplina de Matemática propuseram que criássemos uma atividade envolvendo classificação e seriação, foi então que inventei a atividade abaixo.
      Partindo do conceito de classificação, os alunos deveriam classificar o que era letra e o que era número e após seriar, tanto as letras quanto os números.
      Já realizei essa atividade com os alunos do 1º ano e é sempre um sucesso. Primeiro porque é um computador e o seu teclado e tudo que envolve algo do cotidiano deles chama atenção; segundo porque tais conceitos são bem simples às crianças e geralmente, elas chegam na escola muito letradas, distinguindo o que é letra do que é número.

Sobre o ver, o olhar e o pertencer

      Segundo Tiburi o olhar tem um sentido mais físico, enquanto “para ver é preciso pensar”, sendo assim, a foto abaixo da parede da sala de aula pichada, pois procurei não só olhar, mas também ver o que está por trás de tal expressão. 
      Ao meu ver, a pichação é um grito, um pedido de ajuda, a única forma daquele aluno mostrar o seu pertencimento àquele ambiente tão impessoal como uma sala de aula, onde não há um único cartaz da sua turma e numa escola em que há pouco espaço, seja ele físico ou não, que pertença realmente ao aluno. 
      A violência em forma de depredação é uma resposta a esse sistema que insiste em fazer calar e que, de maneira velada e violenta exclui o nosso aluno do espaço escolar.

Matematicando

    O PEAD é sempre um lugar de conjugar o verbo interdisciplinar. Conjugamos esse verbo desde o primeiro semestre e no que passou não foi diferente. Novamente as interdisciplinas cruzaram os caminhos e fizeram alguns assuntos tornarem-se comuns a mais de uma.
    Em meio a interdisciplinaridade do curso, destaco a Matemática, pois essa grande ciência exata que muitas vezes é vista como a mais temida e difícil, ficando muito distante de tudo e todos, foi colocada lado a lado com a interdisciplina de Ciências e a de Estudos Sociais quando conversamos sobre classificação e relações topológicas, respectivamente.
    A interdisciplina de Matemática é uma das mais importantes do curso de Pedagogia, pois ao mesmo tempo que ela vem para ampliar os nossos conhecimentos ela vem também para derrubar alguns mitos a respeito dela. Nós só formaremos alunos alfabetizados matematicamente se nós mesmas o forem, tendo conhecimento dos principais conceitos dessa área.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O ensinar e as suas exigências

      Acho que por ser muito curiosa sempre fui uma apaixonada por Ciências. Lembro-me de ler o livro de Ciências na 6ª série e ficar boquiaberta ao ler cada curiosidade que aparecia ao final dos capítulos. Nesse mesmo ano, ganhei um certificado do professor dessa disciplina como aluna destaque. Como aquilo foi empolgante!
        Enfim... Estou trazendo esse pequeno recorte da minha vida escolar para destacar o quanto a curiosidade nos move e como a Ciência pode ser importante nesse processo. Ao frequentar as aulas presencias dessa interdisciplina logo me lembrei da curiosidade e de como ela nos move, afinal, como já dizia Paulo Freire, "ensinar exige curiosidade".
           A frase escrita por Paulo Freire no seu livro Pedagogia da Autonomia coloca em xeque a curiosidade vista somente pelo viés do aprender, mas a coloca também no cenário do ensinar, pois todo bom professor ao se colocar na condição de pesquisador é um curioso nato. Está sempre em busca de respostas, embora nem sempre as encontre. Ensinar exige tanto de nós, mas a curiosidade é fundamental para que possamos ver com mais leveza a nossa caminhada.

PA - A mulher no mercado de trabalho

         Durante o processo de construção do Projeto de Aprendizagem, o qual tem como pergunta central "O que influencia as mulheres na escolha da sua profissão?", constatamos algumas coisas muito interessantes a respeito do nosso universo feminino e o que os cerca em se tratando de mercado de trabalho.
             Primeiramente precisamos definir o que ou quem é o mercado de trabalho para situar melhor o leitor para as nossas análises posteriores. O mercado de trabalho é um homem branco, que tem pouco menos de 30 anos, que segue a cartilha do capital e que dita as regras quando o assunto é emprego.
           Sendo assim, nós mulheres, já saímos em desvantagem porque o tal mercado de trabalho nunca nos vê como pessoas suficientemente capacitadas para exercer cargos de alta chefia, para ganhar bons salários ou largarmos o fogão e o tanque das nossas casas. Logo, o que vemos são mulheres que, por mais capacitadas que sejam, ganham menos que homens da sua mesma faixa etária e ainda chegam em casa e têm um turno extra de trabalho não remunerado.
              Acredito que o nosso trabalho é extremamente válido , pois, no mínimo, fomenta essa discussão que se faz tão necessária nos dias de hoje para minimizarmos esse abismo que há entre homens e mulheres dentro do Mercado de Trabalho.