E hoje foi o dia do nosso primeiro encontro oficial para colocar o nosso plano maligno de dominar o mundo em ação. Não, não é para tanto. Hahaha! Apenas que hoje, eu e a minha colega da faculdade e amiga, Melissa Berny nos reunimos para pensarmos juntas o nosso estágio curricular obrigatório.
Com um pouco de medo e muito entusiasmo abraçamos essa etapa do curso juntas e como já fizemos em outros momentos, vamos juntas aprender e fazer com que nossos alunos descubram as delícias (ou não) que é aprender de forma colaborativa.
Fico muito feliz de traçar esse caminho junto dela, que em um momento em que eu já estava desistindo do curso praticamente me pegou pela mão e me trouxe de volta pra UFRGS, tenho muito orgulho em ter uma companheira de estudos e reflexões tão competente, inteligente e empoderada. Sei que nem tudo será flor nessa caminhada que decidimos fazer juntas, mas tenho certeza absoluta que o que não nos faltará é aprendizado! Bora Mel!
Este Blog foi criado a partir da proposta da professora Rosane Aragon para a Interdisciplina Seminário Integrador do curso de Pedagogia na modalidade a distância da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nele há muita reflexão a partir das atividades que realizo nas interdisciplinas, do meu dia-a-dia na escola e da minha caminhada pessoal e profissional. O Blog é aquele amigo que a gente conhece no início da faculdade e nos acompanha até a formatura.
sábado, 8 de setembro de 2018
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
# 01 - Reunião de Estágio
Na última quarta-feira, dia 4 de setembro, tivemos a nossa primeira reunião de estágio com a professora Aline Hernandez, onde ela muito tranquila e organizadamente nos deu as orientações iniciais de como esses próximos meses até janeiro irão desenrolar-se.
Tive um misto de sentimentos, veio tudo junto: ansiedade, tranquilidade, agonia, felicidade. Ansiedade porque chegou o grande momento, não é o grand-finale, mas dá pra ser considerado a cereja do bolo, aquele momento em que farei a transposição didática de boa parte do que vi e vivi no curso.
Também senti muita tranquilidade porque tenho a certeza de que tenho junto de mim uma grande orientadora, atenta a tudo e a todos, perspicaz, competente e que com certeza vai me cobrar muito e querer de mim a minha melhor versão.
Muiiiitoooo angustiada porque ou eu engulo os prazos e vou além ou aqui pra mim vai ser o fim da linha, caso eu seja engolida por eles. Tem muita coisa em jogo pra eu deixar passar esse momento de forma displicente, sem entrega, sem ler cada linha atenta a mim e aos meus.
E claro, apesar desses sentimentos descritos, a felicidade também me acompanha, aquele gosto do desafio, de fazer algo diferente, de ser mais para os meus alunos, de fazer os meus alunos terem autonomia para também serem mais.
Tive um misto de sentimentos, veio tudo junto: ansiedade, tranquilidade, agonia, felicidade. Ansiedade porque chegou o grande momento, não é o grand-finale, mas dá pra ser considerado a cereja do bolo, aquele momento em que farei a transposição didática de boa parte do que vi e vivi no curso.
Também senti muita tranquilidade porque tenho a certeza de que tenho junto de mim uma grande orientadora, atenta a tudo e a todos, perspicaz, competente e que com certeza vai me cobrar muito e querer de mim a minha melhor versão.
Muiiiitoooo angustiada porque ou eu engulo os prazos e vou além ou aqui pra mim vai ser o fim da linha, caso eu seja engolida por eles. Tem muita coisa em jogo pra eu deixar passar esse momento de forma displicente, sem entrega, sem ler cada linha atenta a mim e aos meus.
E claro, apesar desses sentimentos descritos, a felicidade também me acompanha, aquele gosto do desafio, de fazer algo diferente, de ser mais para os meus alunos, de fazer os meus alunos terem autonomia para também serem mais.
sábado, 25 de agosto de 2018
Go! Go! Go!
Penúltimo semestre, semestre do estágio curricular obrigatório, reta final. Sinceramente, dá um baita frio na barriga pensar que agora será o momento mais desafiador do curso, o momento de fazer a "transposição didática", de colocar na roda, ou melhor dizendo, na escola, tudo aquilo (ou uma boa parte) que vimos durante todos os semestres na Pedagogia, a qual tem como concepção de estágio, que consta no nosso Manual do Estágio da UFRGS (2010), o seguinte:
O estágio como componente curricular tem importância fundamental para a formação docente. É sabido que apenas a inscrição na realidade escolar não é garantia para o desenvolvimento das competências necessárias à formação docente. É necessário que a partir das experiências concretas oportunizadas pelo efetivo exercício da docência, o acadêmico tenha condições de refletir, analisar e compreender sua ação, identificar problemas e, subsidiando-se da teoria, buscar alternativas para o enfrentamento da situação, voltando à prática para então modificá-la e ressignificá-la, em um movimento contínuo e dinâmico de ação-reflexão-ação.
Sendo assim, o estágio também será o momento de refletir sobre alguns "habitus", de percebê-los e questioná-los, de pensar sobre, de vir aqui no blog e fazer a metareflexão, de utilizar esse rico espaço como local para alinhar esses pensamentos e ver além para que a mudança necessária aconteça.
sexta-feira, 22 de junho de 2018
O meu "calcanhar de Aquiles"
Venho por meio dessa postagem confessar que meu "calcanhar de Aquiles" é a avaliação: se me perguntarem a teoria sei de cabo a rabo, mas na hora de olhar para o meu aluno e ver o que ele aprendeu ou não sempre acho que alguma coisa me escapa aos olhos.
Já transpus a barreira classificatória e estou em total acordo que cada aluno deve ser avaliado segundo o seu próprio desempenho e servir ele mesmo como parâmetro para a avaliação, contudo, ainda acho que alguma coisa me escapa aos olhos.
Já transpus a barreira classificatória e estou em total acordo que cada aluno deve ser avaliado segundo o seu próprio desempenho e servir ele mesmo como parâmetro para a avaliação, contudo, ainda acho que alguma coisa me escapa aos olhos.
“A prática da avaliação da aprendizagem, para manifestar-se como tal, deve apontar para a busca do melhor de todos os educandos, por isso é diagnóstica, e não voltada para a seleção de uns poucos, como se comportam os exames. Por si, a avaliação, como dissemos, é inclusiva e, por isso mesmo, democrática e amorosa. Por ela, onde quer que se passe, não há exclusão, mas sim diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade. Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas sim travessia permanente, em busca do melhor. Sempre!”Porém, ainda que pensando sobre o ato de avaliar eu considere que alguma coisa me escapa aos olhos, sinto que me aproximo do que Luckesi pensa e sigo buscando e tentando fazer o melhor.
Cipriano Luckesi
quinta-feira, 21 de junho de 2018
Alfabetizar na EJA: EMPODERAR
Amor
Lutar
Fomentar
Amar
Buscar
Efetivar
Trazer
Iniciar
Zip-zap-zum
Argumentar
Resistir
“A alfabetização, dentro dessa
perspectiva mais ampla, não apenas empowers as
pessoas mediante uma combinação de habilidades pedagógicas e de análise
crítica, como também se torna um veículo para estudar de que modo definições
culturais de gênero, raça, classe e subjetividade se constituem como construtos
tanto históricos quanto sociais. Além disso, a alfabetização, neste caso,
torna-se o mecanismo pedagógico e político fundamental mediante o qual
instaurar as condições ideológicas e as práticas sociais necessária para o
desenvolvimento de movimentos sociais que reconheçam os imperativos de uma
democracia radical e lutem por eles.”
(Giroux,p.04)
Os afetos e a aprendizagem
Os afetos e a aprendizagem, para mim e para Wallon são indissociáveis, tanto que ao pedir para um aluno escrever seus desejos para o ano letivo que recém iniciava ele colocou como um dos desejos dele fazer uma pessoa, a qual ele acabara de conhecer, feliz e essa sortuda era nada mais nada menos que eu, a sua professora.
É contra a natureza tratar a criança fragmentariamente. Em cada idade, ela constitui um conjunto indissociável e original. Na sucessão de suas idades, ela é um único e mesmo ser em curso de metamorfoses. Feita de contrastes e de conflitos, a sua unidade será por isso ainda mais susceptível de desenvolvimento e de novidade. (WALLON, 2007, p. 198).Mais uma vez eu retomo aqui a interdisciplina que tivemos logo nos primeiros semestres que falava sobre a corporeidade, sobre considerar o indivíduo em todos os seus aspectos, um todo que não poderia nunca ser fragmentado, muito menos na hora da aprendizagem.
Fim de trimestre
Na última semana acabou mais um trimestre na minha escola e eu finalizei um trimestre lindo com os meus alunos. Definitivamente sou uma apaixonada por dar aula e estou amando muito a minha turma de 4º ano deste ano. Eles são críticos, participativos, empáticos, solidários e estão sempre dispostos a embarcar junto comigo numa viagem para aprender.
Nesse trimestre demos início ao nosso projeto de aprendizagem sobre as meninas no futebol. Tudo começou com uma música da MC Sophia, "Brincadeira de menina", eles então começaram a questionar as brincadeiras de menina até que chegamos no futebol, passando por conceitos complexos como machismo e feminismo.
Mais adiante pretendo falar um pouco mais do projeto, mas por hora já posso dizer que estamos aprendendo muito, nos reconhecendo, enxergando e questionando um pouco mais essa sociedade patriarcal e cheia de desamor.
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