sábado, 6 de fevereiro de 2016

Por uma infância livre de consumismo

          Ao realizar a atividade da Interdisciplina de Infâncias analisando uma mídia e a sua influência nas crianças escrevi um pouco sobre reality's show infantis, tais como The Voice Kids e MasterChef Jr, refletindo um pouco sobre como a infância é ali representada. Mas além da grade de programação das emissoras de televisão que pintam a infância como lhes convêm, há também a publicidade infantil que dita regras dentro de muitos lares.
        Segundo pesquisas, as crianças brasileiras assistem em média 5h30min de televisão diariamente, sendo expostas a todo e qualquer tipo de publicidade, desde o que comer até o que vestir. Fazendo uma analogia ao filme "Tempos Modernos" de Charlie Chaplin, nos tempos pós-modernos temos crianças sendo produzidas em larga escala pela mídea e consumo (MOMO,  ), onde há um ideal de infância no qual nem todas as crianças estão representadas.
         Ainda que se saiba o tamanho dos efeitos nocivos da publicidade infantil, sendo a obesidade um deles, não há regulação alguma nessa publicidade. É uma terra sem lei, onde tudo pode, onde o que vale é apenas o consumo, onde o ter sobressai-se, e muito, ao ser.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Emília Ferreiro - A revolucionária

          Não há como negar, Emília Ferreiro é uma grande mulher e revolucionou a alfabetização no Brasil quando surgiu com a ideia revolucionária de que todo aluno é capaz de aprender e que  aquilo que se pensava a respeito de prontidão nos anos 1970 estava totalmente ultrapassado quando se tratava de alfabetização.
          Pensar que aquele aquele aluno que chega no seu primeiro dia de aula não é uma tábula rasa e que sim ele sabe muito ainda que não saiba ler e escrever continua sendo um ato revolucionário, infelizmente, pois observo com profunda tristeza, que algumas práticas dos anos 1970 ainda sobrevivem aos dias atuais na minha escola, onde crianças, com muita dificuldade, ainda aprendem, apesar da escola.
          Contudo, saber todos os níveis da psicogênese da língua escrita é diagnosticar cada um dos alunos da sala de aula, sabendo bem em qual nível cada um está é continuar com a mesma prática descrita acima realmente não garantirá que o direito de aprender desses alunos seja respeitado. Ou seja, saber a teoria e não colocá-la em prática repensando é refletindo sobre a sua própria prática pedagógica de nada adianta para aquele aluno que chega na escola todo entusiasmado para aprender a ler e escrever.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Marhaban

          Na primeira aula de alfabetização a professora propôs uma atividade na qual, sinceramente, senti-me uma analfabeta. Sim uma analfabeta, pois a professora propôs que lêssemos e escrevêssemos em ÁRABE!
          Durante a atividade fiquei totalmente perdida, sem saber o que fazer, para onde correr. Foi então que pensei nos nossos alunos que iniciam no primeiro ano do Ensino Fundamental sem nunca ter folheado um único livro, sem ter escutado uma historinha, o quão perdidos eles ficam naquele universo de 26 letras e infinitas palavras.
          Nessa aula não aprendi um novo método de alfabetização, não anotei uma nova velha ideia de algum pensador, nem tampouco inventei uma atividade de alfabetização mirabolante, nessa aula aprendi, verdadeiramente, a ter mais empatia.




terça-feira, 8 de setembro de 2015

As muitas formas de experienciar a infância

      Na última quarta-feira (02/09), tivemos a nossa primeira aula presencial de Infâncias com a professora Fabiana Marcello. A aula foi muito dinâmica e contou com o auxílio de uma tecnologia para facilitar a vida acadêmica dos novos colegas : a aula foi gravada em vídeo.
      Na aula, tivemos um bom bate papo, discutindo as diversas formas de experienciar a infância. Cada colega relatou a sua experiência  com infâncias. Ao decorrer das falas, a professora fazia as suas intervenções, levando-nos a questionar alguns pontos dessas infâncias. Conversamos, essencialmente sobre as diversas formas de experienciar a infância.
    Ao final da aula, recebi o texto "Tudo ao mesmo tempo, agora! A vida urgente das crianças contemporâneas" (MOMO, Mariangela), onde é abordada a forma como muitas crianças experienciam a sua infância hoje em dia, baseadas na instantaneidade.
      Refletindo um pouco a respeito do texto, essa maneira instantânea com que muitas crianças experimentam a sua infância reflete muito a maneira como é nosso modo de viver contemporâneo acelerado, que está produzindo cada vez mais pessoas estressadas e frustradas com as suas vidas, onde nada é o suficiente para alcançar a felicidade, a qual sempre é buscada muito mais no ter do que no ser.
      Ao refletir sobre, surge o questioamento: essa sociedade acelerada,  que faz com que sejam produzidos adultos ansiosos e uma "infância instantânea" terá que tipo de adulto futuramente? 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Portfólio: decifra-me ou devoro-te!

         No início do curso, fomos apresentadas ao portfólio. Nesse momento, eu o via apenas como uma esfinge: ele encarava-me belamente, e eu pensava “Mas pra que serve mesmo o portfólio?”.
        Sempre fomos instruídas na utilização dele, que era um espaço onde postaríamos as nossas aprendizagens, inseguranças, desafios e conquistas. Até aí tudo bem, a proposta realmente era maravilhosa, mas por que fazer isso?
            Essa pergunta sempre vinha a tona quando tinha que fazer alguma postagem no blog. Mas era só uma pergunta que eu achava que uma hora eu teria resposta, ou não. E eu fui levando, fazendo uma postagem aqui, outra ali, algumas meio vazias, mas era uma postagem, eu achava que bastava postar.
            Contudo, ao iniciar a produção do trabalho de final de semestre, onde era importante evidenciar as aprendizagens do semestre, pensei comigo onde poderia buscar essas evidências. Lembrei-me imediatamente do portfólio e lá fui atrás dos meus escritos.
            Porém, ao revisitar o blog, o portfólio, assim como uma esfinge, olhou-me e soltou a sua enigmática frase “Decifra-me ou devoro-te”. Quase fui devorada! Foi então que me dei conta do que era o portfólio, da sua importância na produção do meu trabalho de finalização do semestre e participação no workshop. Foi então que o decifrei!
            Decifrando o portfólio, entendi o porquê dele, compreendi que ele é uma ferramenta muito importante para eu conseguir costurar as minhas aprendizagens do semestre e tecer o meu conhecimento na teia das interdisciplinas. Que não basta apenas postar, é necessário que esta postagem tenha embasamento teórico e seja realmente significativa, pois a mesma é uma evidência do construção do meu conhecimento e sei que tudo o que aprendi nesse último semestre foi extremamente significativo para a minha caminhada, tanto pessoal quanto profissional.
            Portfólio, decifrei-te!



           



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Workshopeando


            Todo o nosso primeiro semestre do curso PEAD foi de muita aprendizagem, e a representação de toda essa construção está evidenciada no workshop.
            Quanto a construção do meu primeiro trabalho de conclusão do semestre, primeiramente senti uma certa insegurança ao iniciá-lo e demorei para dar a largada na sua produção.
            Quando soube o que mais ou menos tinha que fazer, deparei-me com outras duas dificuldades: a primeira foi a quantidade de aprendizagens que eu tive durante o semestre, como colocar tudo aquilo no papel? Junto a essa dificuldade, juntou-se outra: como selecionar essas aprendizagens se no momento do workshop que eu descobri que o meu maior companheiro era o meu portfólio, o blog. Sim o blog, aquele a quem eu não tinha dado muita importância, que alimentava aos poucos, quase deixando-o morrer.
            Apesar do nervosismo na apresentação do workshop, senti-me muito segura daquilo que falava, pois construí toda a minha fala ao longo do semestre, e nela havia todo o conhecimento que eu havia construído na leitura dos textos, nas atividades realizadas e nas reflexões feitas tanto no ambiente virtual quanto nos nossos encontros presenciais.
            Ainda que tenha tido dificuldade na realização do workshop de avaliação, considero o mesmo um momento crucial do curso, onde podemos olhar para atrás e refletir a respeito de todas as atividades propostas, amarrando as aprendizagens, costurando os conceitos, tecendo conhecimento.

           



domingo, 30 de agosto de 2015

Um workshop, muitas aprendizagens

   O primeiro semestre do nosso curso acabou, com ele finalizaram também algumas interdisciplinas. Foi um semestre de muitos e intensos aprendizados. Lemos textos densos, que sempre nos levavam à refletir sobre a nossa escola, a nossa profissão e até a respeito da nossa vida pessoal. Ficamos cara a cara com novas tecnologias, fomos desafiadas pelo pbworks, moodle e blog.
  Pra mim, cada texto postado pelo professor ou professora era uma nova reflexão. Com a interdisciplina de Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, fui levada a refletir sobre o Projeto Politico da minha escola, relembrando com Paulo Freire o nosso inacabamento; com a Escola, Cultura e Sociedade abri os meus olhos em relação aos Outros, contudo sem deixar desconectar a visão humanista da acadêmica;e em Corporeidade, revi a minha própria relação com o meu corpo, revendo conceitos e pré-conceitos.
   Enfim, dentre todas as aprendizagens, a maior delas foi que sem a formação continuada, dificilmente teremos reais avanços na educação. Ou seja, se não nos dermos conta a tempo desse inacabamento, se continuarmos com uma visão bacharelesca frente a uma turma de seres humanos com corpos que estão cansados de permanecerem inertes, pouco ou nada poderemos esperar do futuro da educação do nosso país. Que fique claro, que essa responsabilidade não é só nossa, professores, mas de todos nós.