domingo, 27 de março de 2016

Portfólio de Aprendizagem - Uma eterna reflexão

         Na nossa última aula do Seminário Integrador, em certa atividade, fomos levadas a refletir a respeito de postagens no blog, o nosso Portfólio de Aprendizagem. Inevitavelmente, cada uma de nós olhou para as suas próprias postagens, naquilo que já havia acertado ou que ainda precisava melhorar.
           Eu mesma, refleti melhor sobre as minhas próprias postagens e no poder argumentativo delas a partir dessa aula e das atividades propostas pelo S. I., tanto presencialmente quanto a distância. Para ilustrar melhor o que seria argumentar, as professoras trouxeram o autor Weston (2009), o qual definiu argumentar: "[...] apresentar um conjunto de razões ou provas que fundamentam uma conclusão.". E realmente foi inevitável pensar na fragilidade de algumas das minhas postagens, na falta de uma argumentação consistente, embasada teoricamente e/ou mais conectada com a minha realidade na escola.
          Levando em consideração tudo o que foi pensado e retomado, dá até uma vontade de refazer as postagens mais antigas, mas como a própria professora Rosane falou, essas postagens mostrarão o nosso crescimento e aprendizado argumentativo e só mostram o poder do blog, o nosso Portfólio de Aprendizagem, pois, se a aprendizagem é um processo contínuo, uma construção, uma eterna equlibração/desequilibração, nada mais justo que o blog seja o nosso companheiro nos nossos escritos, acertos e tropeços.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Eu interdisciplino, tu interdisciplinas, ele interdisciplina

       

     A charge acima ilustra bem o que muitos alunos vivenciam, seja nos primeiros anos do ensino fundamental, onde algumas professoras teimam em separar os cadernos por disciplina, nos últimos anos desse mesmo nível de ensino, no ensino médio ou até mesmo na faculdade. O ensino tradicional insiste em fragmentar o conhecimento, divide o mesmo em caixinhas e construir relações entre o que está sendo estudado é praticamente impossível, logo reconhecer algum significado naquele conhecimento é extremamente difícil.
      Acredito eu que reconhecer a importância da interdisciplinaridade é o primeiro passo para tornar a aprendizagem do aluno mais significativa e esse início de semestre está gerando muitas expectativas em mim, a começar pelas interdisciplinas, as quais já de largada percebe-se que são afins só pelo nome de cada uma: Língua Brasileira de Sinais - Libras, Literatura Infanto-juvenil e Aprendizagem, Artes Visuais e Educação, Música na Escola, Ludicidade e Educação.
     Desde o início do curso notei a clara preocupação dos professores em "interdisciplinar"  os conhecimentos, reunindo num mesmo semestre assuntos que se cruzavam em algum momento. Contudo, eu percebia essa interdisciplinaridade durante o semestre, nas leituras e reflexões que fazíamos, não como agora que as interdisciplinas estão dentro de uma mesma área.
     Ter essa percepção e ver essa interdisciplinaridade acontecendo é ter a certeza de que estou no lugar certo e a alegria de saber que esse vai ser mais um semestre de significativos aprendizados. Espero responder à altura e enriquecer cada vez mais a minha prática pedagógica, crescendo pessoalmente e profissionalmente, oportunizando aos meus alunos um ensino de verdadeira qualidade.

Fim de semestre

        E no dia 09 de março eu, junto a outras colegas do curso, finalizamos o nosso semestre apresentando o trabalho final do semestre que foi proposto pelo Seminário Integrador II. Assim como no semestre passado, esse momento foi muito rico em aprendizado, pois foi um momento de troca, onde cada uma de nós deu a sua versão do semestre. Apresentamos os nossos aprendizados e o que foi mais significativo conforme as nossas experiências e práticas pedagógicas.
             Para mim, a apresentação sempre é um momento intenso: ao mesmo tempo que eu fico muito tensa em ter que apresentar todo o semestre em 10 minutos é uma alegria imensa que toma conta de mim porque naquele instante eu poderei contar as aprendizagens que foram mais significativas para mim, falar um pouco das minhas dificuldades e do quão importante todas as leituras e reflexões foram relevantes para o meu crescimento profissional, levando-me a refletir sobre a minha prática pedagógica.
            Esse semestre que passou, no qual fiquei em recuperação devido a licença maternidade, além de ter sido de muito aprendizado, foi de grande superação, pois segui firme no meu propósito de, apesar de estar vivendo a maternidade e dedicar-me muito ao meu filho, não desistir dos meus projetos pessoais e dos meus sonhos. 
             Que o João Vicente possa ter orgulho dessa mãe teimosa no futuro.



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Por uma infância menos "soft"

       Na aula 6 de Infâncias, estudamos um pouco sobre a infância soft é como é a representação dessas crianças na mídia: loiras, de olhos azuis e brancas. Elas que ilustram comerciais e são a cara da maciça maioria dos brinquedos.
       No último dia 04 de janeiro, uma imagem que vai de encontro a essa de infância soft correu o mundo: um menino negro foi fotografado ao lado de um boneco negro, personagem da saga Star Wars. A mãe que fez o registro, conseguiu capturar a alegria daquela criança em ver-se representada ali naquele boneco. Agora era não era mais invisível.
        Mas quantas crianças ainda estão na invisibilidade? Quando uma foto assim deixará de ser notícia isolada para ser uma realidade de todos? Na verdade, infância soft só existe nas propagandas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Uma pausa para o café


         Agora são 4h 08min e cá estou eu depois de uma bela xícara de café. O meu pequeno dorme e nesse momento, onde as mamadas diminuem e ele não requer a minha atenção exclusiva consigo dedicar o meu tempo às minhas leituras, reflexões e produções.
        Ainda hoje ouvi: "Tu não precisa disso, vai dormir e descansar". Sim, realmente não preciso de um canudo, já "tenho" uma faculdade. O que preciso, desesperadamente, é ler, pensar sobre... sobre a minha profissão, sobre os meus alunos, sobre a sua infância, sobre mim. 
        Cada texto é uma nova janela aberta, a cada nova janela aberta há uma nova descoberta, as vezes empolgante, outras nem tanto. Espero somente que eu nunca perca essa sede de descobrir e que nesse ano que já começou cheio eu possa continuar me enchendo ainda mais de conhecimento.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A máquina de fabricar gente

         O texto "Maquinaria Escolar" que lemos na interdisciplina de Escolarização descreve o início da escola e o que isso implicou. Como a infância era vista nas classes populares foi uma das mudanças que esse momento trouxe, afinal se a escola tinha aberto as portas para essas crianças, elas precisavam, no mínimo, parar de trabalhar e começar a frequentar outros lugares que não os bares junto com os adultos.
          Apesar de acolher essas crianças, essa escola não era nada acolhedora. Essa maquinaria escolar estava a serviço da burguesia e servia aos seus interesses tendo como finalidade formar empregados obedientes, domesticá-los desde cedo. Essa escola lembra muito aquela reproduzida no clipe da música "Another Brick In The Wall" (Pink Floyd): uma fábrica que fabricava crianças obedientes a larga escala.
           Mas entre essa maquinaria escolar e a nossa escola nos dias de hoje há alguma distância? Esta escola que aí está posta não pretende domesticar também? Ela tem feito nossos alunos pensar? Afinal, ela está servindo aos interesses de quem?

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Por uma infância livre de consumismo

          Ao realizar a atividade da Interdisciplina de Infâncias analisando uma mídia e a sua influência nas crianças escrevi um pouco sobre reality's show infantis, tais como The Voice Kids e MasterChef Jr, refletindo um pouco sobre como a infância é ali representada. Mas além da grade de programação das emissoras de televisão que pintam a infância como lhes convêm, há também a publicidade infantil que dita regras dentro de muitos lares.
        Segundo pesquisas, as crianças brasileiras assistem em média 5h30min de televisão diariamente, sendo expostas a todo e qualquer tipo de publicidade, desde o que comer até o que vestir. Fazendo uma analogia ao filme "Tempos Modernos" de Charlie Chaplin, nos tempos pós-modernos temos crianças sendo produzidas em larga escala pela mídea e consumo (MOMO,  ), onde há um ideal de infância no qual nem todas as crianças estão representadas.
         Ainda que se saiba o tamanho dos efeitos nocivos da publicidade infantil, sendo a obesidade um deles, não há regulação alguma nessa publicidade. É uma terra sem lei, onde tudo pode, onde o que vale é apenas o consumo, onde o ter sobressai-se, e muito, ao ser.