quinta-feira, 11 de agosto de 2016

PEAD é resistência



       No início do mês de julho entrou em contato comigo a jornalista Rossana, pois, segundo ela, eu havia sido indicada para conversar um pouco sobre a experiência de estar estudando na PEAD.
        Primeiramente fiquei lisonjeada pela indicação e em seguida veio aquela angústia: "Será que eu conseguiria passar a ideia para a jornalista do que esse curso é e significa para mim e para minha família?". Claro que depois veio aquele sentimento de que eu não poderia contar dessa experiência sem mencionar a minha mãe que em 2011 formou-se nesse mesmo curso e que no seu blog contou um pouco sobre esse grande desafio para si própria e a sua carreira.
        Conversei com a Rossana em mais alguns momentos, minha mãe também contou da sua experiência na PEAD, tiramos fotos e no dia 19 de julho foi publicado um especial no jornal Diário Gaúcho sobre os cursos a distância, no qual estava publicada a síntese das nossas conversas.

        Foi uma imensa honra poder divulgar esse curso, que transformou a vida da minha mãe, e com certeza já está transformando a minha, e todo o meu encantamento e respeito que tenho por ele e por todos os profissionais da educação que o pensam e o fazem, pois realizá-lo é com certeza resistir. Resistir àqueles que dizem que a interdisciplinaridade não é possível, resistir àqueles que dizem que no curso a distância não se aprende, resistir àqueles que não veem esse mundo virtual como um mundo de aprendizado possível. Para todos esses e para tantos outros, somos a resistência.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Workshop de Avaliação, uma meta reflexão?

        Na segunda semana de agosto retornamos às nossas atividades e em grande estilo: com a apresentação da nossa síntese reflexiva do terceiro semestre, o Workshop de Avaliação.
        Como sempre, esse momento de síntese rende boas reflexões desde a redação, passando pela montagem da apresentação e a própria apresentação.
         Redigir a síntese não é nada simples, é retomar conceitos de todo o semestre, fazendo um paralelo com a minha prática de sala de aula, sem deixar de lançar  o olhar sobre a minha vida pessoal e o meu crescimento em relação ao outro semestre.
           Montar a apresentação da síntese faz com que eu olhe para a síntese com outros olhos, faz com que eu reflita sobre as minhas reflexões, ampliando os sentidos da síntese reflexiva, permitindo-me uma meta-reflexão.
          Sendo assim, o trabalho final é um dos trabalhos mais completos, pois retoma todo o semestre fazendo com que se possa ir além dos conceitos construídos.

domingo, 17 de julho de 2016

Projeto de Aprendizagem: o desafio está lançado

     Nesse semestre iniciamos um trabalho grande ou melhor dizendo, um grande trabalho na interdisciplina do Seminário Integrador, o Projeto de Aprendizagem, o qual iniciamos na plataforma PBWorks (http://diversidades.pbworks.com/w/page/108363121/FrontPage).
     Desde o começo o trabalho mexeu com todxs nós no grupo: comigo, com a Melissa, a Nayara, o Anderson e a Giovana . Tudo sempre foi muito discutido e nada ia adiante se alguém não estava de acordo. Acredito que começamos com o pé direito, pois esse é o verdadeiro espírito do trabalho em grupo.
      Com certeza esse vai ser o trabalho mais desafiador para o próximo (ou próximos) semestre. Que junto com o grande desafio venha um grande aprendizado.




Finalizando

      Mais um final de semestre... Mais um semestre desafiador e de muitos aprendizados. Em cada interdisciplina aprendi um pouco mais, algumas inclusive fizeram eu mudar alguns paradigmas.
       Na interdisciplina de Música descobri outras possibilidades de trabalhar com a música em sala de aula explorando mais o corpo; em Libras fui desafiada a falar em outra língua e ainda mais, com o meu próprio corpo; Ludicidade fez eu rever os meus conceitos sobre o brincar e Literatura derrubou um preconceito meu quanto aos clássicos da literatura infantil.
        Minhas dificuldades em realizar as atividades foram grandes nesse semestre e os motivos foram inúmeros, novamente fica a resolução de final de semestre de organizar melhor o meu tempo, para isso, postarei aqui a minha tabela de tempo durante o perído de recesso para que já comecemos com o pé direito o próximo semestre. Eu preciso fazer as pazes com o tempo!


Chapeuzinho

      Início a postagem com uma frase incrível da Ana Maria Machado que li em um dos materiais da interdisciplina de Literatura: "Clássico não é livro antigo e fora de moda. É livro eterno que não sai de moda". Eu, que adoro trabalhar com os alunos alguns clássicos, nesse ano, já trabalhei "Chapeuzinho Vermelho" e "Alice no País das Maravilhas", com o meu primeiro e com o meu quarto ano, respectivamente.
        Acredito que o clássico por si só já envolve o aluno por causa da história e o aproxima da contação porque geralmente aquele aluno já ouviu em algum lugar aquela história, mesmo os do primeiro ano.
        Aliado a isso, está o leque de possibilidades de se trabalhar com os clássicos. Tomo como exemplo o trabalho que realizei com os meus pequenos com o livro "Chapeuzinho Vermelho", onde buscamos diferentes versões para a história e ao final do trabalho produzimos coletivamente a nossa própria versão de Chapeuzinho Vermelho. Escolhemos a cor que a nossa Chapeuzinho teria através de uma democrática votação e a partir de então escrevemos uma linda história sobre ela. Depois cada um ilustrou a história da sua maneira. Eles adoraram!


Literatura e gênero

        As questões de gênero na literatura infantil por muito tempo não foram vistas, nem tampouco discutidas. O que é um grande absurdo, pois se é na infância que se inicia a construção da identidade de gênero, todas as meninas terão como exemplo as princesas e o ideal de mulher construído nos clássicos?
         Acredito que não é o caso de não lermos mais os clássicos infantis, mas de problematizarmos quetionando o beijo que não foi consentido e foi dado, se é necessário ter um príncipe para ter um final feliz ou então que o ideal de beleza é a princesa x.
          A Disney (que não é boba), tem divulgado nos seus canais um vídeo intitulado "Sou princesa, sou real" (https://www.youtube.com/watch?v=fAOjPGwXgjE), no qual mostra que não é por ser menina que se pode menos. Os seus filmes também vão ao encontro dessa proposta, como "Valente", por exemplo, no qual a protagonista não se encaixa em nenhum estereótipo feminino.
          Na nossa literatura contemporânea há inúmeros livros que trazem as questões de gênero bem marcadas por questionamentos muito pertinentes ao assunto, como é o caso da obra "Olívia não quer ser princesa", onde uma porquinha questiona por que todas as pessoas tem que se vestir igual, por que todas meninas teriam que se vestir como princesas, e a partir disso questiona outras questões.



Falando em Libras

       Em recuperação na interdisciplina de Libras, o último trabalho que devo postar é um vídeo falando em Libras. Não posso negar que esse vai ser o maior desafio do curso.
       Gosto de desafio, tentarei fazer o melhor. Libras, além de ser uma língua de sinais é também cultura.
        Depois posto o resultado aqui!