terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

PA - A mulher no mercado de trabalho

         Durante o processo de construção do Projeto de Aprendizagem, o qual tem como pergunta central "O que influencia as mulheres na escolha da sua profissão?", constatamos algumas coisas muito interessantes a respeito do nosso universo feminino e o que os cerca em se tratando de mercado de trabalho.
             Primeiramente precisamos definir o que ou quem é o mercado de trabalho para situar melhor o leitor para as nossas análises posteriores. O mercado de trabalho é um homem branco, que tem pouco menos de 30 anos, que segue a cartilha do capital e que dita as regras quando o assunto é emprego.
           Sendo assim, nós mulheres, já saímos em desvantagem porque o tal mercado de trabalho nunca nos vê como pessoas suficientemente capacitadas para exercer cargos de alta chefia, para ganhar bons salários ou largarmos o fogão e o tanque das nossas casas. Logo, o que vemos são mulheres que, por mais capacitadas que sejam, ganham menos que homens da sua mesma faixa etária e ainda chegam em casa e têm um turno extra de trabalho não remunerado.
              Acredito que o nosso trabalho é extremamente válido , pois, no mínimo, fomenta essa discussão que se faz tão necessária nos dias de hoje para minimizarmos esse abismo que há entre homens e mulheres dentro do Mercado de Trabalho.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Pensando matematicamente

     Em uma das nossas aulas presenciais, o professor propôs um desafio com cartas para que nós resolvessemos em conjunto. Cada uma de nós três pensou numa possibilidade e em como poderíamos colocar aquelas cartas em ordem. Ponderando o que cada uma dizia, ao final da atividade, chegamos a um consenso e descobrimos que estávamos no caminho certo. Poderia não ser o mesmo caminho trilhado pelas colegas, mas ainda assim era um caminho.
     A matemática tem muito disso: apesar dela ser uma ciência exata, a partir do momento que tu te apropria dela, pensando matematicamente, pode pensar em inúmeros caminhos para se chegar a uma resposta correta sem que nenhum daqueles caminhos esteja errado.
    Contudo, a dona Matemática, por ainda meter medo em muita gente, acaba reduzida a uma única maneira de pensar, elitizando o seu conhecimento, as vezes, fazendo com que meninas se sintam menos capazes que meninos de pensar matemática. 
    Para que essa realidade mude, é de suma importância que nós alfabetizemos matematicamente os nossos alunos desde a Educação Infantil, porém, para que para isso ocorra, é necessário um movimento dos professores em direção à Matemática, construindo os caminhos que mais lhe cabem, mas que lá adiante possam chegar ao principal resultado: desmistificar essa grande ciência.

Aula presencial - História

   O nosso mundo na Pedagogia a distância é praticamente todo virtual, assim como os nossos encontros, as nossas atividades, conversas, trocas de saberes e discussões. Mas é sempre muito bom estar com as colegas e os colegas, ouvir de pertinho as professoras a respeito daquele texto e na nossa aula presencial de história que aconteceu no final de outubro não foi diferente.
    Conversamos sobre o conceito que os pequenos têm da história, sobre o que também é história para nós e como podemos trabalhá-la em sala de aula (as professoras trouxeram um texto com algumas propostas).
     A partir das conversas e discussões, montamos atividades que fossem possíveis de se colocar em prática com os alunos. Como eu estava trabalhano com os meus alunos a respeito da energia elétrica, logo lembrei da lâmpada, da sua invenção e como esse objeto evoluiu, inclusive no quesito sustentabilidade, e como ainda é imprescindível em nossas vidas. Sendo assim, mais adiante em sala de aula, mostrei aos alunos algumas imagens de diferentes lâmpadas ao longo dos tempos e propus a eles que colocássemos em ordem cronológica todas elas. O que rendeu importantes discussões a respeito do tempo, espaço, materias, enfim, sobre a história desse objeto.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Cá estou eu novamente

      Cá estou eu novamente, recuperando, tentando, não entregando os pontos. Lutando (sim para mim é uma luta) contra o tempo para dar conta de mim, desse espaço que é só meu, que me pertence e do qual eu não abro mão: a faculdade.
       Ao retomar os meus trabalhos aqui, lendo o texto "Questões sobre o tempo no espaço escolar", deparo-me com um trecho do belíssimo poema de Drummond "Cortar o tempo":

                                                                                      Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,                                                                                                                       a que se deu o nome de ano,                                                                                                                              foi um indivíduo genial.                                                                                                                        Industrializou a esperança,                                                                                               fazendo-a funcionar no limite da exaustão.                                                                                             Doze meses dão para qualquer ser humano                                                                                                                   se cansar e entregar os pontos.                                                                          Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,                           com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.                                                                                                          
        O tempo é tão emblemático e complexo para nós adultos e nós insistimos em padronizar o tempo das crianças dentro do espaço escolar, fragmentando-o, tornando-o descontínuo. Fazendo com que aqueles que não obedecem àquele tempo estabelecido sejam colocados à margem: da sala de aula, do aprendizado, da sociedade.
       Que eu consiga entender melhor o meu tempo e ter mais empatia com o tempo do outro, não cortando-o em fatias, fazendo com que o milagre da renovação possa acontecer em qualquer momento, acreditando sempre que o diferente pode começar aqui e agora.



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Tabela do tempo

     No final do mês de agosto retomamos as nossas atividades na Pead e junto com a retomada veio comigo o sentimento de culpa por ter perdido um semestre. Não sei como foi a minha avaliação final, mas da minha auto-avaliação sei muito bem. Contudo, em vez de chorar o leite derramado por mais um semestre resolvi mudar a minha atitude frente ao curso e colocá-lo no seu devido lugar na minha vida: como prioridade.
       Diante disso, a minha primeira atitude foi retomar a minha tabela do tempo e reorganizar esse meu bem precioso, o tempo, para que as prioridades da minha vida pessoal e profissional possam habitar os mesmos espaços sem que nenhuma saia perdendo.
       Assim o fiz. Voltei para o pbworks e retomei cada item naquela tabela e além disso já me organizei melhor fazendo uso de aplicativos (Blogger, Google Drive) no meu smartphone para que de fato eu cumpra com o que me comprometi ao elaborar a minha tabela de tempo.
        Sendo assim, espero chegar no final do semestre orgulhosa de mim mesma e satisfeita com o meu desempenho e aprendizagens na Pead.


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

PEAD é resistência



       No início do mês de julho entrou em contato comigo a jornalista Rossana, pois, segundo ela, eu havia sido indicada para conversar um pouco sobre a experiência de estar estudando na PEAD.
        Primeiramente fiquei lisonjeada pela indicação e em seguida veio aquela angústia: "Será que eu conseguiria passar a ideia para a jornalista do que esse curso é e significa para mim e para minha família?". Claro que depois veio aquele sentimento de que eu não poderia contar dessa experiência sem mencionar a minha mãe que em 2011 formou-se nesse mesmo curso e que no seu blog contou um pouco sobre esse grande desafio para si própria e a sua carreira.
        Conversei com a Rossana em mais alguns momentos, minha mãe também contou da sua experiência na PEAD, tiramos fotos e no dia 19 de julho foi publicado um especial no jornal Diário Gaúcho sobre os cursos a distância, no qual estava publicada a síntese das nossas conversas.

        Foi uma imensa honra poder divulgar esse curso, que transformou a vida da minha mãe, e com certeza já está transformando a minha, e todo o meu encantamento e respeito que tenho por ele e por todos os profissionais da educação que o pensam e o fazem, pois realizá-lo é com certeza resistir. Resistir àqueles que dizem que a interdisciplinaridade não é possível, resistir àqueles que dizem que no curso a distância não se aprende, resistir àqueles que não veem esse mundo virtual como um mundo de aprendizado possível. Para todos esses e para tantos outros, somos a resistência.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Workshop de Avaliação, uma meta reflexão?

        Na segunda semana de agosto retornamos às nossas atividades e em grande estilo: com a apresentação da nossa síntese reflexiva do terceiro semestre, o Workshop de Avaliação.
        Como sempre, esse momento de síntese rende boas reflexões desde a redação, passando pela montagem da apresentação e a própria apresentação.
         Redigir a síntese não é nada simples, é retomar conceitos de todo o semestre, fazendo um paralelo com a minha prática de sala de aula, sem deixar de lançar  o olhar sobre a minha vida pessoal e o meu crescimento em relação ao outro semestre.
           Montar a apresentação da síntese faz com que eu olhe para a síntese com outros olhos, faz com que eu reflita sobre as minhas reflexões, ampliando os sentidos da síntese reflexiva, permitindo-me uma meta-reflexão.
          Sendo assim, o trabalho final é um dos trabalhos mais completos, pois retoma todo o semestre fazendo com que se possa ir além dos conceitos construídos.