quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Cá estou eu novamente

      Cá estou eu novamente, recuperando, tentando, não entregando os pontos. Lutando (sim para mim é uma luta) contra o tempo para dar conta de mim, desse espaço que é só meu, que me pertence e do qual eu não abro mão: a faculdade.
       Ao retomar os meus trabalhos aqui, lendo o texto "Questões sobre o tempo no espaço escolar", deparo-me com um trecho do belíssimo poema de Drummond "Cortar o tempo":

                                                                                      Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,                                                                                                                       a que se deu o nome de ano,                                                                                                                              foi um indivíduo genial.                                                                                                                        Industrializou a esperança,                                                                                               fazendo-a funcionar no limite da exaustão.                                                                                             Doze meses dão para qualquer ser humano                                                                                                                   se cansar e entregar os pontos.                                                                          Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,                           com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.                                                                                                          
        O tempo é tão emblemático e complexo para nós adultos e nós insistimos em padronizar o tempo das crianças dentro do espaço escolar, fragmentando-o, tornando-o descontínuo. Fazendo com que aqueles que não obedecem àquele tempo estabelecido sejam colocados à margem: da sala de aula, do aprendizado, da sociedade.
       Que eu consiga entender melhor o meu tempo e ter mais empatia com o tempo do outro, não cortando-o em fatias, fazendo com que o milagre da renovação possa acontecer em qualquer momento, acreditando sempre que o diferente pode começar aqui e agora.



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Tabela do tempo

     No final do mês de agosto retomamos as nossas atividades na Pead e junto com a retomada veio comigo o sentimento de culpa por ter perdido um semestre. Não sei como foi a minha avaliação final, mas da minha auto-avaliação sei muito bem. Contudo, em vez de chorar o leite derramado por mais um semestre resolvi mudar a minha atitude frente ao curso e colocá-lo no seu devido lugar na minha vida: como prioridade.
       Diante disso, a minha primeira atitude foi retomar a minha tabela do tempo e reorganizar esse meu bem precioso, o tempo, para que as prioridades da minha vida pessoal e profissional possam habitar os mesmos espaços sem que nenhuma saia perdendo.
       Assim o fiz. Voltei para o pbworks e retomei cada item naquela tabela e além disso já me organizei melhor fazendo uso de aplicativos (Blogger, Google Drive) no meu smartphone para que de fato eu cumpra com o que me comprometi ao elaborar a minha tabela de tempo.
        Sendo assim, espero chegar no final do semestre orgulhosa de mim mesma e satisfeita com o meu desempenho e aprendizagens na Pead.


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

PEAD é resistência



       No início do mês de julho entrou em contato comigo a jornalista Rossana, pois, segundo ela, eu havia sido indicada para conversar um pouco sobre a experiência de estar estudando na PEAD.
        Primeiramente fiquei lisonjeada pela indicação e em seguida veio aquela angústia: "Será que eu conseguiria passar a ideia para a jornalista do que esse curso é e significa para mim e para minha família?". Claro que depois veio aquele sentimento de que eu não poderia contar dessa experiência sem mencionar a minha mãe que em 2011 formou-se nesse mesmo curso e que no seu blog contou um pouco sobre esse grande desafio para si própria e a sua carreira.
        Conversei com a Rossana em mais alguns momentos, minha mãe também contou da sua experiência na PEAD, tiramos fotos e no dia 19 de julho foi publicado um especial no jornal Diário Gaúcho sobre os cursos a distância, no qual estava publicada a síntese das nossas conversas.

        Foi uma imensa honra poder divulgar esse curso, que transformou a vida da minha mãe, e com certeza já está transformando a minha, e todo o meu encantamento e respeito que tenho por ele e por todos os profissionais da educação que o pensam e o fazem, pois realizá-lo é com certeza resistir. Resistir àqueles que dizem que a interdisciplinaridade não é possível, resistir àqueles que dizem que no curso a distância não se aprende, resistir àqueles que não veem esse mundo virtual como um mundo de aprendizado possível. Para todos esses e para tantos outros, somos a resistência.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Workshop de Avaliação, uma meta reflexão?

        Na segunda semana de agosto retornamos às nossas atividades e em grande estilo: com a apresentação da nossa síntese reflexiva do terceiro semestre, o Workshop de Avaliação.
        Como sempre, esse momento de síntese rende boas reflexões desde a redação, passando pela montagem da apresentação e a própria apresentação.
         Redigir a síntese não é nada simples, é retomar conceitos de todo o semestre, fazendo um paralelo com a minha prática de sala de aula, sem deixar de lançar  o olhar sobre a minha vida pessoal e o meu crescimento em relação ao outro semestre.
           Montar a apresentação da síntese faz com que eu olhe para a síntese com outros olhos, faz com que eu reflita sobre as minhas reflexões, ampliando os sentidos da síntese reflexiva, permitindo-me uma meta-reflexão.
          Sendo assim, o trabalho final é um dos trabalhos mais completos, pois retoma todo o semestre fazendo com que se possa ir além dos conceitos construídos.

domingo, 17 de julho de 2016

Projeto de Aprendizagem: o desafio está lançado

     Nesse semestre iniciamos um trabalho grande ou melhor dizendo, um grande trabalho na interdisciplina do Seminário Integrador, o Projeto de Aprendizagem, o qual iniciamos na plataforma PBWorks (http://diversidades.pbworks.com/w/page/108363121/FrontPage).
     Desde o começo o trabalho mexeu com todxs nós no grupo: comigo, com a Melissa, a Nayara, o Anderson e a Giovana . Tudo sempre foi muito discutido e nada ia adiante se alguém não estava de acordo. Acredito que começamos com o pé direito, pois esse é o verdadeiro espírito do trabalho em grupo.
      Com certeza esse vai ser o trabalho mais desafiador para o próximo (ou próximos) semestre. Que junto com o grande desafio venha um grande aprendizado.




Finalizando

      Mais um final de semestre... Mais um semestre desafiador e de muitos aprendizados. Em cada interdisciplina aprendi um pouco mais, algumas inclusive fizeram eu mudar alguns paradigmas.
       Na interdisciplina de Música descobri outras possibilidades de trabalhar com a música em sala de aula explorando mais o corpo; em Libras fui desafiada a falar em outra língua e ainda mais, com o meu próprio corpo; Ludicidade fez eu rever os meus conceitos sobre o brincar e Literatura derrubou um preconceito meu quanto aos clássicos da literatura infantil.
        Minhas dificuldades em realizar as atividades foram grandes nesse semestre e os motivos foram inúmeros, novamente fica a resolução de final de semestre de organizar melhor o meu tempo, para isso, postarei aqui a minha tabela de tempo durante o perído de recesso para que já comecemos com o pé direito o próximo semestre. Eu preciso fazer as pazes com o tempo!


Chapeuzinho

      Início a postagem com uma frase incrível da Ana Maria Machado que li em um dos materiais da interdisciplina de Literatura: "Clássico não é livro antigo e fora de moda. É livro eterno que não sai de moda". Eu, que adoro trabalhar com os alunos alguns clássicos, nesse ano, já trabalhei "Chapeuzinho Vermelho" e "Alice no País das Maravilhas", com o meu primeiro e com o meu quarto ano, respectivamente.
        Acredito que o clássico por si só já envolve o aluno por causa da história e o aproxima da contação porque geralmente aquele aluno já ouviu em algum lugar aquela história, mesmo os do primeiro ano.
        Aliado a isso, está o leque de possibilidades de se trabalhar com os clássicos. Tomo como exemplo o trabalho que realizei com os meus pequenos com o livro "Chapeuzinho Vermelho", onde buscamos diferentes versões para a história e ao final do trabalho produzimos coletivamente a nossa própria versão de Chapeuzinho Vermelho. Escolhemos a cor que a nossa Chapeuzinho teria através de uma democrática votação e a partir de então escrevemos uma linda história sobre ela. Depois cada um ilustrou a história da sua maneira. Eles adoraram!