domingo, 17 de julho de 2016

Atenção! Professora em desconstrução

        Pela primeira vez no curso inicio o meu processo de desconstrução do que pensava a respeito de clássicos da literatura infantil e a interdisciplina de Literatura ao trazer o crítico inglês Coleridge como referência para trabalhar esse assunto abriu a minha cabeça.
         Sim, eu já mudei final de livro porque achei o final muito agressivo para as crianças. Sempre ignorei a ideia de que se eu aceitava que o lobo falava, mantinha diálogo com a Chapeuzinho e se passava pela vovó, por que não contava o verdadeiro final da história para as crianças? Afinal, tudo isso "significa de modo diferente".
          Coleridge usou uma expressão que encaixa perfeitamente nesse contexto que é a "suspensão da descrença". Uma espécie de pacto que autoriza toda a ação da história e dá a ela um significado poético.
          Contudo, mesmo recebendo o meu atestado de ignorância, hoje recebo a chave da minha cela e liberto a minha mente. Nunca mais vou amenizar a história por achar que ela não pode ser contada às crianças por ser muito forte.     



sábado, 16 de julho de 2016

É hora do conto!

      Ao realizar mais uma atividade de Literatura foi inevitável pensar nos livros que já li e que gosto de ler para os meus pequenos (alunos e filho) e no encantamento deles na hora do conto.
       Sempre fiz e continuo fazendo uma triagem do que ler para as crianças, mas era tudo muito baseado no instinto e sei que devo ter falhado em algumas escolhas, mas na interdisciplina que estamos tendo agora, aonde conversamos melhor sobre literatura infantil, percebi o quanto é importante esse meu olhar mais atento àquilo que lerei para os meus pequenos, pois estou formando não só autores, mas cidadãos para esse mundão virado que aí posto.
        Toda essa importância que é dada à escolha da obra justifica-se no encantamento das crianças na hora do conto. Assumi no início de abril um quarto ano muito agitado, mas que era eu iniciar a leitura de uma história que magicamente todos ficavam em silêncio. Lógico que as histórias nunca mais faltaram as nossas aulas! E esse momento é sempre tão bom!
         Outro momento que me encanta é a hora da história com o meu filho. Contar história para ele faz parte do ritual da hora de dormir e ele adora! Fica sentado entre as minhas pernas escutando atentamente o que eu lhe conto, prestando atenção na troca de página, nas figuras, enfim, envolvido com aquele a hora do conto.
          Sendo assim, levando em consideração esses dois relatos que fiz, a interdisciplina de Literatura está contribuindo para que eu possa quem sabe formar leitores mais conscientes.

Sim, o tempo é relativo

         E nessa última semana do semestre, entre um trabalho e outro cá estou... inventando tempo no meio da minha rotina de mãe.
         Não consegui fugir da recuperação, mas acho que foi mais por falta de organização de meu tempo do que por falta dele. É difícil seguir a tabela do tempo com o João, mas é possível criar mecanismos dentro dela para que eu consiga dar conta dos trabalhos.
          Sendo assim, teimosa que sou, sigo aqui na correria para terminar tudinho a tempo e refletindo a respeito do tempo. Sábio Einstein que dizia que ele é relativo...

Quem afinal está surdo?

      O vídeo de Libras da atividade 3 me tirou do eixo. Desequilibrou-me totalmente! A minha reação inicial foi rir (de nervosa, lógico) da situação. Em seguida, fiquei achando que eu era muito ignorante a respeito daquilo e que jamais conseguiria ler o diálogo deles. Foram momentos tensos.
       Passado o primeiro impacto, fui tentar buscar material além do vídeo, explorar melhor àquilo que as professoras já tinham dado acesso e aos poucos, mas bem aos poucos, fui entendendo o diálogo. Que felicidade! Não consegui entender tudo, mas de certa maneira eu já estava comunicando-me de alguma maneira com aquelas pessoas. Eu não estava mais só.
         Após essa atividade, fomos convidadas a assistir a um vídeo intitulado "E se todos fossem surdos
          É necessária muita resistência e luta, ainda nos dias de hoje, para que os direitos dos surdos sejam respeitados, para que a sua cultura não se torne invisível e a sua identidade seja reconhecida. Precisamos de mais empatia para que essa luta seja de todos e para que haja mais igualdade.
" o qual ilustra perfeitamente o momento que relatei acima. Nesse vídeo, todas as pessoas são surdas e a única ouvinte sente-se totalmente perdida em meio ao silêncio e a falta de empatia das pessoas. Mas o que é o vídeo senão a realidade dos surdos nessa nossa sociedade surda?

terça-feira, 5 de julho de 2016

Inércia

         Inércia define o meu momento: parece que não ato nem desato, não vou nem fico, estou no chove não molha e isso tem incomodado-me demais.
         Hoje venho aqui desabafar para retornar de vez... Verbalizar as dificuldades pode ser que me ajude a retornar de vez porque a vontade de desistir é grande, mas acho que a teimosia em ficar é ainda maior.
       Não quero fazer desta postagem um poço de lamúrias, mas um lugar onde eu possa me abrir e sair desse momento, fazendo uma auto-avaliação para não cometer os mesmos erros no próximo semestre.
        Um filho pequeno que demanda muita atenção, uma casa para tocar e um trabalho novo que tem sugado as minhas energias fazem parte dessa história. Não posso terceirizar a minha culpa, mas não posso deixar de considerar que ser mãe, mulher, professora é estudante tem exigido muito de mim. Mas seguiremos.
       

terça-feira, 31 de maio de 2016

O corpo fala

        
     A primeira aula presencial da interdiscipina de Música foi cheia de som e movimento, já a primeira aula de Libras foi feita de muito silêncio, mas quem disse que sem movimento?
       Tanto uma quanto a outra interdisciplina são feitas de muito movimento, o som, ou a falta dele, diferencia estas duas interdisciplinas, mas o corpo e a sua expressão as une.
        Sei um pouquinho de Libras e outro pouquinho de música, mas estou na expectativa de aprender mais com ambas interdisciplinas, as quais sinto que são as mais desafiadoras para mim nesse semestre.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Ver e Olhar: Uma breve reflexão sobre a minha sala de aula

        Ao finalizar a atividade sobre o ver e o olhar, foi inevitável pensar no meu retorno à sala de aula na semana que passou, onde no dia 05 de abril iniciei o meu trabalho na prefeitura de Porto Alegre lecionando para alunos do 4º numa escola na Lomba do Pinheiro.
        Como todo começo, esse também foi cheio de expectativas. Peguei o bonde andando, afinal eles iniciaram as aulas no dia 29 de fevereiro e ainda tento me ajeitar com o andar dele. Contudo já pude ver e olhar muita coisa na turma.
        A primeira impressão ao ver a turma foi de choque porque os alunos são extremamente agressivos entre eles, a turma é conversadeira e muito agitada. Porém, ao decorrer da semana, pude olhar melhor para a turma e perceber que aquela agitação toda poderia ser devido ao maior número de meninos e que a agressividade poderia estar ligada a isso e ao fato de algumas daquelas crianças terem uma história de vida carregada de sofrimento.
       Refletindo sobre essa relação que construí entre a atividade e a minha sala de aula, percebi que ver todos vemos, mas que o olhar é essencial para tocar uma sala de aula, sem ele o aluno vira apenas mais um número, uma estatítica, um depósito de informações.