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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Comênio, o pai da Didática Moderna


Comênio foi um grande pensador da Educação e revolucionou o modo de pensá-la quando propôs um novo “como” dentro da sala de aula com o seu livro “DidáticaMagna”, em 1638, que foi quando o “velho modo de ensinar se passa ao novo”. Dentro desse novo modo de ensinar proposto por Comênio, há elementos na sua pedagogia que considero de extrema importância e muito se fazem presentes dentro da minha sala de aula, os quais são: a consideração do aluno, o ensino igual para todos, o realismo do ensino e o relacionamento professor e aluno.
A consideração do aluno da qual Comênio falava era “respeitar a capacidade de compreensão do aluno”, indo do mais fácil para o mais difícil e isso é uma das minhas práticas em sala de aula, inclusive o diagnóstico inicial que faço na turma e o acompanhamento através de observação direta auxiliam e muito nessa consideração, pois sei quem ele é, em qual nível de compreensão está e a partir disso posso pensar em atividades que se aproximem dele e o desafiem para que ele possa continuar construindo a sua aprendizagem.
Outro elemento da pedagogia de Comênio é o ensino igual para todos, homens e mulheres. Esse elemento foi revolucionário na época onde as mulheres eram muito menos que os homens. Atualmente essa distância entre os gêneros diminuiu muito, mas ainda existe, sendo assim, dentro da minha sala de aula proponho muito essas discussões e trabalhos a respeito para que possamos desconstruir estereótipos, acabar com preconceitos e construir uma sociedade mais justa e igualitária.
Comênio também falava que a aprendizagem começava a partir de experiências concretas e esse é mais um dos elementos que está presente na minha sala de aula. Proponho sempre partir de uma atividade mais concreta para que possamos de fato ter um aprendizado mais significativo. Um exemplo disso é que estamos trabalhando atualmente o corpo humano e este tipo de trabalho parte sempre do corpo do próprio aluno.
Por fim, o quarto elemento da pedagogia de Comênio, é o relacionamento professor e aluno. Assim como ele também considero como fundamental para a aprendizagem, pois essa relação será a base para que possam acontecer ricas trocas entre professor e aluno e o processo de construção do conhecimento possa então também ser mais prazeroso.
Desta maneira, podemos perceber que os elementos da pedagogia de Comênio continuam vivos e estão muito presentes em sala de aula, fazendo com que o modo de ensinar possa tornar-se mais leve, havendo prazer ao ensinar e aprender.



quinta-feira, 1 de junho de 2017

Tecendo saberes

    E no dia 31 de maio, na nossa aula presencial, encerramos um ciclo na interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta, o qual teve início com a proposta de trabalho das professoras Luciane e Tânia que consistia em, após as leituras iniciais, escolhermos um tema dentro da vida adulta que nos chamasse atenção, causasse inquietude ou apenas curiosidade, levantando um problema e as certezas temporárias e as dúvidas provisórias a respeito dele.
    O nosso grupo, formado por mim e pelas colegas: Ana Paula, Melissa, Natália e Naiara escolheu "Frustração" já que depois de algumas conversas concluímos que chegamos num ponto da vida que as vezes parece que seremos engolidas por elas, seja na vida pessoal ou profissional. Desta maneira, após aberto um fórum no moodle, postamos as nossas pesquisas referentes ao tema, tecendo o trabalho, fazendo as ideias conversarem entre si e convergirem num mesmo ponto.
    Ao chegarmos ao final do processo que se deu ontem e olharmos para trás, podemos observar que construímos muito (auto) conhecimento ao decorrer dessa interdisciplina, inclusive, para além da pesquisa, podemos destacar o modo que o trabalho se deu: de forma colaborativa. Para elucidar tal aprendizagem, REAL(2011, p.05) nos traz que
A caminhada realizada até aqui nos possibilitou tratar de duas questões importantes na perspectiva da aprendizagem. A primeira delas é que o aprender está relacionado à produção de si, a uma relação identidária, que não é individual, pois se forja em um coletivo, mas que tem uma marca singular, por se configurar de acordo com as experiências vividas. Outra idéia importante é que o aprender também transforma o outro (o mundo) pelo potencial problematizador que instaura. 
    Sendo assim, mesmo sabendo que não é fácil construir um trabalho colaborativo, muito devido a nossa cultura individualista que foi moldada com tanto esforço nas escolas da vida, tecer um trabalho a dez mãos, como foi o nosso, de forma colaborativa, possibilitou a nós outras aprendizagens mais, as quais pode-se dizer que foram realmente significativas, construídas, onde o olhar que o outro lançava sobre a minha pesquisa pôde me levar mais longe seja na argumentação ou no pensar sobre. O que fica é a vontade ainda maior de dar seguimento ao Projeto de Aprendizagem proposto na interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação dentro das turmas para que elas também possam ir além, voar mais alto, construir cada conhecimento com real significado e em colaboração.



domingo, 17 de julho de 2016

Mudança de paradigma

     No início da minha carreira profissional trabalhei em uma escola de educação infantil. Peguei os alunos do berçário ao jardim. Adorava as crianças, mas dava agonia a hora do planejamento. O que fazer com aquelas crianças? Quais atividades?
       Na época, eu estava finalizando o Curso Normal e ingressando na faculdade de Matemática e apesar do meu curso médio habilitar-me para o trabalho com a educação infantil eu me sentia muito perdida. Parecia que para a minha aula acontecer eu tinha que encher as crianças de atividades. Mas como fazer com os pequenos do berçário? Fazer o que com eles?
        Por esse motivo nunca gostei de educação infantil, sempre preferi os maiores. Contudo, a partir das leituras que venho fazendo na interdisciplina de Ludicidade sobre o brincar e a sua importância para o desenvolvimento das crianças descobri que eu não sabia nada sobre criança e que eu perdi tempo dando atividade de folha para o jardim.  Garanto, que eles teriam aprendido muito mais se tivéssemos ido para o pátio brincar.
          Essa é mais uma mudança significativa de de paradigma que o curso de Pedagogia está proporcionando para mim, para a minha vida profissional. Meus alunos agradecem!


sábado, 16 de julho de 2016

Quem afinal está surdo?

      O vídeo de Libras da atividade 3 me tirou do eixo. Desequilibrou-me totalmente! A minha reação inicial foi rir (de nervosa, lógico) da situação. Em seguida, fiquei achando que eu era muito ignorante a respeito daquilo e que jamais conseguiria ler o diálogo deles. Foram momentos tensos.
       Passado o primeiro impacto, fui tentar buscar material além do vídeo, explorar melhor àquilo que as professoras já tinham dado acesso e aos poucos, mas bem aos poucos, fui entendendo o diálogo. Que felicidade! Não consegui entender tudo, mas de certa maneira eu já estava comunicando-me de alguma maneira com aquelas pessoas. Eu não estava mais só.
         Após essa atividade, fomos convidadas a assistir a um vídeo intitulado "E se todos fossem surdos
          É necessária muita resistência e luta, ainda nos dias de hoje, para que os direitos dos surdos sejam respeitados, para que a sua cultura não se torne invisível e a sua identidade seja reconhecida. Precisamos de mais empatia para que essa luta seja de todos e para que haja mais igualdade.
" o qual ilustra perfeitamente o momento que relatei acima. Nesse vídeo, todas as pessoas são surdas e a única ouvinte sente-se totalmente perdida em meio ao silêncio e a falta de empatia das pessoas. Mas o que é o vídeo senão a realidade dos surdos nessa nossa sociedade surda?

terça-feira, 5 de julho de 2016

Inércia

         Inércia define o meu momento: parece que não ato nem desato, não vou nem fico, estou no chove não molha e isso tem incomodado-me demais.
         Hoje venho aqui desabafar para retornar de vez... Verbalizar as dificuldades pode ser que me ajude a retornar de vez porque a vontade de desistir é grande, mas acho que a teimosia em ficar é ainda maior.
       Não quero fazer desta postagem um poço de lamúrias, mas um lugar onde eu possa me abrir e sair desse momento, fazendo uma auto-avaliação para não cometer os mesmos erros no próximo semestre.
        Um filho pequeno que demanda muita atenção, uma casa para tocar e um trabalho novo que tem sugado as minhas energias fazem parte dessa história. Não posso terceirizar a minha culpa, mas não posso deixar de considerar que ser mãe, mulher, professora é estudante tem exigido muito de mim. Mas seguiremos.
       

terça-feira, 31 de maio de 2016

O corpo fala

        
     A primeira aula presencial da interdiscipina de Música foi cheia de som e movimento, já a primeira aula de Libras foi feita de muito silêncio, mas quem disse que sem movimento?
       Tanto uma quanto a outra interdisciplina são feitas de muito movimento, o som, ou a falta dele, diferencia estas duas interdisciplinas, mas o corpo e a sua expressão as une.
        Sei um pouquinho de Libras e outro pouquinho de música, mas estou na expectativa de aprender mais com ambas interdisciplinas, as quais sinto que são as mais desafiadoras para mim nesse semestre.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

As muitas formas de experienciar a infância

      Na última quarta-feira (02/09), tivemos a nossa primeira aula presencial de Infâncias com a professora Fabiana Marcello. A aula foi muito dinâmica e contou com o auxílio de uma tecnologia para facilitar a vida acadêmica dos novos colegas : a aula foi gravada em vídeo.
      Na aula, tivemos um bom bate papo, discutindo as diversas formas de experienciar a infância. Cada colega relatou a sua experiência  com infâncias. Ao decorrer das falas, a professora fazia as suas intervenções, levando-nos a questionar alguns pontos dessas infâncias. Conversamos, essencialmente sobre as diversas formas de experienciar a infância.
    Ao final da aula, recebi o texto "Tudo ao mesmo tempo, agora! A vida urgente das crianças contemporâneas" (MOMO, Mariangela), onde é abordada a forma como muitas crianças experienciam a sua infância hoje em dia, baseadas na instantaneidade.
      Refletindo um pouco a respeito do texto, essa maneira instantânea com que muitas crianças experimentam a sua infância reflete muito a maneira como é nosso modo de viver contemporâneo acelerado, que está produzindo cada vez mais pessoas estressadas e frustradas com as suas vidas, onde nada é o suficiente para alcançar a felicidade, a qual sempre é buscada muito mais no ter do que no ser.
      Ao refletir sobre, surge o questioamento: essa sociedade acelerada,  que faz com que sejam produzidos adultos ansiosos e uma "infância instantânea" terá que tipo de adulto futuramente? 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cultura: Ter ou não ter?

     Uma das propostas da atividade 5 da interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade era fazer a leitura do texto "Cultura e Contracultura", no qual tínhamos a seguinte afirmação: "o que confere humanidade ao homem é a cultura, ou seja, o produto histórico-social, cultura é o substrato de diferenciação entre o homem e outros animais..." (RAFAEL & RIBEIRO, p. 128).
      Sendo assim, na imagem abaixo a fala "Esse país não tem cultura" está impregnada de senso comum, o qual desconhece e ignora qualquer cultura que não seja a sua.


      Nesse movimento contra a cultura oficial que ignora o desconhecido há a contracultura, a qual não dialóga com a cultura oficial, dominante. A contracultura é a voz daqueles que estão à margem da sociedade, dos silenciados e sufocados por memórias que não lhe dizem respeito.
      Na atividade da semana 2 da interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, onde tivemos que analisar o Projeto Político Pedagógico da nossa escola e fazer um esquema destacando três principais características da sociedade brasileira que também estavam presentes no PPP, uma das questões que levantei foi a cultural, abordando a questão do etnocentrismo que "Em geral, essa postura vem acompanhada por uma pretensão de superioridade em relação àqueles que estão sendo objeto de comparação – o outro, o diferente. Assim, pode expressar-se uma profunda dificuldade em reconhecer a legitimidade daqueles que são diferentes em seu modo de ser e de pensar. Na prática, isso pode levar a conflitos velados ou explícitos e até de intolerância com o modo de ser dos outros." (CAREGNATO, 2010, p. 24).
      É preciso superar essa lógica etnocêntrica em nossas escolas, reconhecer nelas as diferentes vozes que lá estão silenciadas e a superarmos esse pensamento a partir de muito estudo, o que pode levar-nos a uma profunda reflexão a respeito de tema para que então possamos mudar tal realidade.

Eu, eu mesma e a minha corporeidade

      Na aula número 11 tivemos a primeira aula com o professor Clésio. Que aula incrível! Fiquei encantada com tamanho conhecimento do professor e abismada com o desconhecimento que ainda tenho sobre o meu corpo.
      A partir dessa aula e da leitura dos textos propostos na interdisciplina, além de ficar mais atenta a mim mesma, também procurei ficar mais atenta aos outros e algumas leituras vieram ao encontro desse momento, uma delas foi a entrevista a Claudio Naranjo  onde o psiquiatra chileno nos traz inúmeras considerações importantes e dentre elas está a chocante afirmação que "A educação atual produz zumbis".
     Após a leitura desse texto também li uma notícia que veio ao encontro das ideias de Claudio Naranjo. A reportagem "Crianças zumbis – fotografando crianças enquanto elas assistem televisão" que traz uma série intitulada "Idiot Box" feita pela fotógrafa australiana Donna Stevens onde ela fotografa crianças no momento em que estão assistindo a televisão e o resultado é a captação do rosto de pequenos zumbis.
      Pensar que a educação atualmente forma zumbis, é pensar que futuramente teremos pessoas que terão total desconhecimento de si mesmas, do seu próprio corpo e sentimentos. Pensando sob este aspecto é difícil ter alguma esperança em uma educação e mundo melhor caso não paremos por um momento para refletir e tomar um novo rumo. Se isso não acontecer, a nossa realidade estará muito próxima do filme A.I. Inteligência Artificial, seremos complexos robôs.






segunda-feira, 11 de maio de 2015

Interdisciplinas

   As interdisciplinas estão a todo vapor e cada vez mais elas assumem-se como interdisciplinas que se cruzam e relacionam-se com o nosso cotidiano.
   Na última semana que passou, ao olharmos para o Projeto Político Pedagógico (atividade da interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo) pudemos resgatar algunas leituras feitas em outra interdisciplina (Escola, Cultura e Sociedade).
   Construir relações é construir conhecimento e observar que há essa preocupação no curso torna a aprendizagem ainda mais instigante.

Lendo obras... Cinematográficas

   Na interdisciplina "Escola, Cultura e Sociedade: uma abordagem sociocultural e antropológica", os professores utilizam-se muito do recurso dos filmes para interpretarmos a nossa própria sociedade.
   Essa leitura é uma das mais prazerosas para mim, que sempre gostei de assistir a filmes que me façam refletir a respeito de mim, dos outros, do mundo. 
   O filme "Machuca" é simplesmente emocionante e ao mesmo tempo que podemos fazer um paralelo com as nossas escolas daqui, também é possível refletir sobre o que está acontecendo na sociedade brasileira, seus protestos e pedidos.
   A leitura do filme "Macunaíma" foi difícil, sendo necessário assistir a ele mais uma vez. A distância daquele contexto foi o que talvez tenha tornado essa leitura mais dificultada.
   Ao assistir ao filme "Quanto vale ou é por quilo" é impossível não relacioná-lo com alguns projetos de emissoras de televisão que solidariamente movimentam milhões de reais por ano e entender por que alguns programas do governo são duramente criticados.
   A partir de tais leituras, lembro-me o que li num dos livros do Paulo Freire, onde ele escreve que a educação não é neutra. Realmente, não há neutralidade na educação. Precisamos saber de que lado estamos e por quem lutamos. Ficar em cima do muro não vale. Eu escolhi o meu lado, e você?