quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Semestre #03: Desconstrução

      No terceiro semestre eu me desconstruí ao deparar-me com alguns conceitos da literatura infantil na interdisciplina de Literatura, primeiro com o conceito de que a literatura infantil é um espaço onde a criança tem um meio lúdico de lidar com coisas que não são tão fáceis para ela e segundo pela versão mais pesada da história ter um porquê de assim ser contada.
      A literatura como um todo sempre foi um meio de expressão, mas as leituras do terceiro semestre me mostraram que as crianças podem elaborar muitas coisas dentro de si através da literatura e de toda a parte lúdica que ela dá acesso. A literatura infantil dá acesso a um novo mundo para a criança.
     Outro conceito que vi nesse semestre desconstruí-me enquanto professora: eu que mudava histórias infantis no final, como a do lobo mau que comia a vovozinha, tornando a história mais amena, entrei em contato com o autor  Coleridge, o qual usou uma expressão que encaixa perfeitamente nesse contexto que é a "suspensão da descrença". Uma espécie de pacto que autoriza toda a ação da história e dá a ela um significado poético. Ou seja, não havia por que modificar as histórias e torná-las mais amenas, tudo fazia parte de um contexto, de um significado de modo diferente. Desde então, a minha contação de história não foi mais a mesma.

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2016/07/atencao-professora-em-desconstrucao.html

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Semestre #02: Emília Ferreiro, presente

      No segundo semestre pude aproximar-me da teoria de Emília Ferreiro através da leitura dos seus textos, da troca com as colegas e da reflexão sobre a minha prática em sala de aula.
      Como professora alfabetizadora, pude expandir meus conhecimentos sobre a teoria da psicogênese da língua escrita, assim como ficar mais atenta a alguns detalhes importantes sobre a alfabetização.
      Emília Ferreiro é uma inspiração desde sempre.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Semestre #02: Alfabetização e Empatia

      No segundo semestre refletimos a respeito da alfabetização e da infância e logo de cara, na primeira aula presencial, fiquei frente a frente com esses dois eixos quando a professora nos colocou perante um texto escrito em árabe.
      Num primeiro momento, fiquei desconsertada, perdida, depois, lembro-me de rir de nervosa, já que não tinha como seguir nenhuma ordem, visto que não sabia árabe.
       Hoje em dia, ao lembrar dessa história, ao olhar para trás e refletir sobre aquele semestre, percebo que esse instante ia justamente ao encontro da outra interdisciplina que falava a respeito das infâncias, de como era importante um olhar cuidadoso a respeito das nossas crianças, pois foi nessa dinâmica que pude eu me colocar no lugar daquelas crianças que iniciariam a sua trajetória escolar, que pude aproximar-me delas e perceber o quão importante era ter não só a teoria, mas também empatia.

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2016/01/marhaban.html

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Semestre #01: Cultura e Contracultura

        Outro aprendizado muito válido no primeiro semestre foi a respeito dos conceitos de Cultura e Contracultura. No texto "Cultura e Contracultura" a afirmação de que "o que confere humanidade ao homem é a cultura, ou seja, o produto histórico-cultural, cultura é o substrato de diferenciação entre o homem e outros animais..." (RAFAEL & RIBEIRO, p.128).
         Foi válido porque justamente ia ao encontro do conceito de corporeidade, pois a partir do momento que considero o indivíduo como um todo também levo em consideração a sua cultura e ao fazer isso eu desloco o eixo etnocêntrico, abrindo espaço para a pluralidade de ser e de aprender.
        Ao olhar para trás, percebo o quanto aprendi nesse semestre e que esse foi o primeiro onde acabei construindo relações entre as interdisciplinas, as quais sempre me levavam a refletir mais e além.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Semestre #01: Corporeidade

        No primeiro semestre dei de cara com um dos conceitos que mais me marcou em toda a graduação foi o da corporeidade. Foi o Professor Clésio que me fez refletir a repeito do meu corpo e do corpo dos meus alunos, desses últimos principalmente, pois tinha que dar conta da aprendizagem deles e ao entrar em contato com este conceito, percebi que eu era aquela professora que sabia da importância do todo pra aprendizagem, mas que não proporcionava meios para que os meus alunos aprendessem significativamente pelo todo, ou seja, dessa forma eu fragmentava a aprendizagem.
       Esse foi o primeiro conceito que me fez refletir sobre as minhas aulas, as anteriores e as futuras, tentando sempre fazer esse resgate do corpo dentro da sala de aula, desfragmentando primeiro o aluno, pensando nele como um todo.
       Desta maneira, tal conceito ao me levar a reflexão mudou a minha práxis, levando-me a adotar uma nova postura em sala de aula.

Link: https://deniselazaroto.blogspot.com/2015/06/eu-eu-mesma-e-minha-corporeidade.html

sábado, 8 de setembro de 2018

Eu não ando só

     E hoje foi o dia do nosso primeiro encontro oficial para colocar o nosso plano maligno de dominar o mundo em ação. Não, não é para tanto. Hahaha! Apenas que hoje, eu e a minha colega da faculdade e amiga, Melissa Berny nos reunimos para pensarmos juntas o nosso estágio curricular obrigatório.
     Com um pouco de medo e muito entusiasmo abraçamos essa etapa do curso juntas e como já fizemos em outros momentos, vamos juntas aprender e fazer com que nossos alunos descubram as delícias (ou não) que é aprender de forma colaborativa.
     Fico muito feliz de traçar esse caminho junto dela, que em um momento em que eu já estava desistindo do curso praticamente me pegou pela mão e me trouxe de volta pra UFRGS, tenho muito orgulho em ter uma companheira de estudos e reflexões tão competente, inteligente e empoderada. Sei que nem tudo será flor nessa caminhada que decidimos fazer juntas, mas tenho certeza absoluta que o que não nos faltará é aprendizado! Bora Mel!

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

# 01 - Reunião de Estágio

     Na última quarta-feira, dia 4 de setembro, tivemos a nossa primeira reunião de estágio com a professora Aline Hernandez, onde ela muito tranquila e organizadamente nos deu as orientações iniciais de como esses próximos meses até janeiro irão desenrolar-se.
     Tive um misto de sentimentos, veio tudo junto: ansiedade, tranquilidade, agonia, felicidade. Ansiedade porque chegou o grande momento, não é o grand-finale, mas dá pra ser considerado a cereja do bolo, aquele momento em que farei a transposição didática de boa parte do que vi e vivi no curso.
      Também senti muita tranquilidade porque tenho a certeza de que tenho junto de mim uma grande orientadora, atenta a tudo e a todos, perspicaz, competente e que com certeza vai me cobrar muito e querer de mim a minha melhor versão.
    Muiiiitoooo angustiada porque ou eu engulo os prazos e vou além ou aqui pra mim vai ser o fim da linha, caso eu seja engolida por eles. Tem muita coisa em jogo pra eu deixar passar esse momento de forma displicente, sem entrega, sem ler cada linha atenta a mim e aos meus.
   E claro, apesar desses sentimentos descritos, a felicidade também me acompanha, aquele gosto do desafio, de fazer algo diferente, de ser mais para os meus alunos, de fazer os meus alunos terem autonomia para também serem mais.