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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Choque de cultura

A sala de aula, desde sempre, foi um lugar de encontro entre culturas, contudo, ultimamente tem-se cruzado um verdadeiro embate, um choque de cultura quando o assunto é tecnologia: de um lado os defensores da cultura analógica, do outro aqueles que defendem a cultura digital. Cada qual com seus argumentos, com suas necessidades. Geralmente, nessa polarização, professores ficam na lá atrás e alunos muito à frente. Mas e como ensinar em meio a esse choque de cultura? Talvez primeiramente poderíamos refletir a respeito desse novo sujeito, coo nos convida a fazer Schlemmer (2006):

Poderíamos pensar que estamos presenciando o surgimento de um novo sujeito da aprendizagem, o “nativo digital”, pelo fato de ter nascido nesse mundo altamente “tecnologizado”, em rede, dinâmico, rico em possibilidades de informação, comunicação e interação? É evidente para quem convive com os “nativos digitais” perceber a forma diferenciada com que se comunicam e se relacionam com a informação. Eles têm outra forma de ser e estar no mundo, de conviver com as Tecnologias Digitais – TDs, fazendo emergir o que Castells (1999) denomina de “cultura da virtualidade 7 real ”. Vivendo nesse mesmo mundo, mas muitas vezes se sentindo desconfortável com essa “invasão tecnológica”, estamos nós, “imigrantes digitais”, tardiamente apresentados, introduzidos, ou de certa forma, “obrigados” a conviver com as TDs. Isso explica o motivo pelo qual muitos de nós ainda apresentam uma forma um tanto quanto enviesada de se relacionar com esses meios, o que é facilmente evidenciado quando e-mails e textos são impressos para serem lidos, ou, após serem encaminhados, liga-se para saber se o sujeito recebeu. Isso faz com que pareçamos estrangeiros em nosso próprio mundo, como alguém que tenta falar a “língua digital”, mas com um forte sotaque analógico. (p.02-03)
Contudo, porém, entretanto, não basta apenas pensar que basta colocar esses "nativos digitais" dentro de uma sala de informática para jogar alguma coisa no computador e passar o tempo. Pensar em tecnologia da informação é pensar para além disso é pensá-la para:
o desenvolvimento da autonomia , da autoridade , da cooperação , do respeito mútuo e da solidariedade interna; para desenvolver competências; para ajudar a compreender como aprendemos, a partir de reflexões sobre o próprio processo de aprender ao utilizar as tecnologias – metacognição. Essa forma de perceber o uso das TDs é viabilizada por meio da criação de projetos de aprendizagem que priorizem a interdisciplinaridade; da proposição de casos, desafios e da construção de soluções individuais e coletivas; da constituição de redes de comunicação, de interação e de aprendizagem; da formação de comunidades virtuais. (SCHLEMMER, p.05) 
Desta maneira, torna-se necessário refletirmos sobre essa formação do professor para que possamos cada vez mais nos sentirmos em casa com o uso da tecnologia em sala de aula, integrando-as às atividades e dando sentido ao seu uso. 


quarta-feira, 20 de junho de 2018

sábado, 17 de março de 2018

Aprendizagem X Desenvolvimento


Neste semestre, na interdisciplina de psicologia, foi proposto que revisitássemos alguns conceitos importantes e que são muito pertinentes a toda e qualquer sala de aula. Debatemos muito sobre desenvolvimento e aprendizagem e ficam claras algumas diferenças entre aprendizagem e desenvolvimento.
                Desenvolvimento é um “processo espontâneo, ligado ao processo global da embriogênese” e alguns fatores são capazes de explicá-la, tais como a maturação, experiência e os efeitos do ambiente físico na estrutura da inteligência, transmissão social, equilibração.
             A aprendizagem está subordinada  ao desenvolvimento e “em geral, é provocada por situações (provocada por alguém, um professor, por exemplo)”, ou seja, ela não ocorre da mesma forma que o desenvolvimento, ela não se dá espontaneamente e “é um processo limitado a um problema simples”.
            Sendo assim, considerando que a aprendizagem não se dá de maneira espontânea o construtivismo vai ao encontro da mesma, pois ele inclui o aluno, facilita a assimilação ativa já que acaba por contextualizar conceitos, não separa a forma e conteúdo, apesar de não confundir os mesmos.
             Desta maneira, podemos deixar evidente as diferenças entre aprendizagem e desenvolvimento e o quão importante é o construtivismo para a construção do conhecimento dos alunos, ou seja, para a aprendizagem, pois o mesmo é capaz de incluir o aluno no processo, colocando-o como protagonista nesse cenário.

               

domingo, 30 de agosto de 2015

Um workshop, muitas aprendizagens

   O primeiro semestre do nosso curso acabou, com ele finalizaram também algumas interdisciplinas. Foi um semestre de muitos e intensos aprendizados. Lemos textos densos, que sempre nos levavam à refletir sobre a nossa escola, a nossa profissão e até a respeito da nossa vida pessoal. Ficamos cara a cara com novas tecnologias, fomos desafiadas pelo pbworks, moodle e blog.
  Pra mim, cada texto postado pelo professor ou professora era uma nova reflexão. Com a interdisciplina de Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, fui levada a refletir sobre o Projeto Politico da minha escola, relembrando com Paulo Freire o nosso inacabamento; com a Escola, Cultura e Sociedade abri os meus olhos em relação aos Outros, contudo sem deixar desconectar a visão humanista da acadêmica;e em Corporeidade, revi a minha própria relação com o meu corpo, revendo conceitos e pré-conceitos.
   Enfim, dentre todas as aprendizagens, a maior delas foi que sem a formação continuada, dificilmente teremos reais avanços na educação. Ou seja, se não nos dermos conta a tempo desse inacabamento, se continuarmos com uma visão bacharelesca frente a uma turma de seres humanos com corpos que estão cansados de permanecerem inertes, pouco ou nada poderemos esperar do futuro da educação do nosso país. Que fique claro, que essa responsabilidade não é só nossa, professores, mas de todos nós.